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Entre a vitrine e o museu, a moda busca seu lugar nas artes
A fronteira entre moda, arte e produto fica cada vez mais difícil de definir à medida que novas tecnologias ampliam o campo da criação
Créditos: Lee Rosario/Pixabay
A tendência é que o carro deixe de ser apenas um meio de transporte e se aproxima da ideia de componente do ecossistema energético da casa
Estacionamentos com carregadores, modelos silenciosos nas ruas e novos logos nas concessionárias viraram parte da rotina em grandes centros urbanos. ToqueTec traz os números dessa mudança de mercado, que muda também as garagens de casas e de prédios. O avanço dos veículos elétricos e híbridos já influencia decisões de compra, reforma e mobilidade.
A mobilidade elétrica também começa a alterar a infraestrutura das cidades, com shoppings, supermercados e prédios comerciais incorporando wall boxes e pontos de recarga em estacionamentos. Ao mesmo tempo, montadoras tradicionais e novas marcas, em especial chinesas, disputam espaço com lançamentos e fábricas locais, transformando o Brasil em um dos mercados mais observados da América Latina para esse tipo de veículo.
Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que o país emplacou 190 mil veículos leves eletrificados até novembro de 2025. Nesse total entram modelos 100% elétricos (BEV), híbridos com recarga na tomada (PHEV) e híbridos convencionais (HEV), o que indica uma transição em camadas entre combustão e eletrificação nas ruas.
Esse volume é indicativo de uma tendência. Comparando o ano de anterior com atual, mesmo com um mês a menos há um crescimento em vendas de 7%, mais do que o dobro do crescimento total do mercado. Isso significa que está havendo uma migração para as novas tecnologias.
O crescimento acelerado ainda depende de aumento da infraestrutura para carregamento e da segurança do consumidor em apostar em marcas que, muitas vezes, ele nem sabia existirem.
A expansão da oferta ajuda a explicar o crescimento. E as estratégias de marketing também: as marcas de carros eletrificados mais vendidas no país foram BYD, GAC, Jaecoo, Zeekr, Omoda, GWM, e outras passaram a fazer parte do cenário. E ver um veículo novo rodando aumenta a segurança. Outra novidade foi a ampliação do uso de carros elétricos ou híbridos por motoristas de aplicativo. O efeito foi uma experimentação de passageiros que se transformam em consumidores.
Estratégias de promoção agressivas e, especialmente os investimentos de merchandising em mídia eletrônica da BYD, fizeram com que o estranhamento com as novidades fosse diminuindo. E com o aumento da variedade dos modelos houve um aumento dos diferentes perfis de consumidores.
A nova fase da mobilidade elétrica no País passa pela produção local. A GWM iniciou a implantação de sua fábrica em Iracemápolis (SP), com investimento previsto de 4 bilhões de reais, com a produção do híbrido Haval H6 para o mercado interno. Já a BYD optou pela Bahia e investiu um complexo industrial em Camaçari, projetado para ser sua maior fábrica fora da China, com capacidade inicial de até 150 mil carros por ano, podendo chegar a 300 mil na segunda fase.
Outros estados também entram no mapa. Paraná e Pernambuco devem receber linhas para montagem de modelos elétricos e híbridos de marcas como Geely, Renault e Leapmotor, consolidando um corredor de produção que pode reduzir custos, aproximar ainda mais as marcas do consumidor e criar empregos ligados à cadeia de mobilidade elétrica.
O volume de emplacamentos, a liderança regional e a decisão de instalar fábricas indicam que o Brasil se tornou um mercado estratégico para montadoras de veículos elétricos e híbridos. Ao instalar plantas locais as empresas sinalizam visão de longo prazo, com foco em abastecer o público interno e, potencialmente, exportar para outros países da América Latina.
Além das vendas, o País se destaca pela combinação de frota flex, matriz elétrica mais limpa que a média global e potencial de políticas públicas voltadas para descarbonização, fatores que atraem investimentos em novas tecnologias de powertrain. Esse cenário reforça o papel do Brasil como laboratório importante para estratégias que misturam biocombustíveis, híbridos e elétricos puros, ajustando a mobilidade às condições locais.
Os números de vendas indicam aceitação crescente: a ABVE destaca que o mercado de elétricos plug-in – que dependem de recarga na tomada – registra recordes sucessivos e maior confiança dos consumidores. Pesquisas recentes de satisfação apontam montadoras com forte foco em elétricos, como a BYD, entre as marcas mais bem avaliadas pelos clientes no Brasil, o que sugere boa experiência de uso e pós-venda.
Para quem mora em grandes centros, os pontos positivos mais citados incluem silêncio na cabine, torque imediato, custo por quilômetro menor e possibilidade de recarga em casa ou no condomínio, quando há infraestrutura adequada. No outro lado da balança, seguem as preocupações com preço de compra, disponibilidade de assistência técnica, desvalorização e medo de ficar sem carga, embora a rede de recarga pública e semipública já soma mais de 12 mil pontos no País, ajudando a reduzir essa ansiedade.
O avanço dos elétricos mexe com a organização da vida doméstica. Vagas de garagem em condomínios e casas passaram a considerar infraestrutura elétrica reforçada, padrões de segurança para instalação de carregadores e regras de uso compartilhado de pontos de recarga, algo que interfere diretamente na rotina da família.
A tendência é que o carro deixe de ser apenas um meio de transporte e se aproxima da ideia de componente do ecossistema energético da casa, com tecnologias como vehicle-to-load e, no futuro, vehicle-to-home, permitindo que o veículo ajude a alimentar equipamentos, reforçar a segurança ou atuar como reserva de energia em emergências. Em grandes centros urbanos, essa integração entre garagem, infraestrutura elétrica e mobilidade pode se tornar um novo critério de bem-estar e qualidade de vida, ao lado de fatores como silêncio, qualidade do ar e tempo economizado no trânsito.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
31 de dezembro de 2025LifesTec
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