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Créditos: Pexels/Pixabay
Muitas vezes hábitos determinam resultados efetivos em termos de segurança
Na última semana um auditor fiscal foi sequestrado nos Jardins, em São Paulo. Foi localizado por uma distração dos sequestradores e por uma iniciativa muito simples. Ele e o companheiro haviam combinado uma palavra-chave de segurança. Isso bastou para que ele fosse solto e os sequestradores presos. O celular sérvio de contato. Mas existem outros recursos simples que podem ser usados no dia a dia. ToqueTec, dicas simples para entender o que o smartphone já faz e como adaptar esses recursos ao dia a dia, sem pânico, mas com mais atenção.
Antes de falar em aplicativos, vale reforçar o básico. A combinação de uma palavra ou frase que indique perigo sem chamar atenção é, em si, um recurso de segurança. Ela pode ser usada em ligações ou mensagens aparentemente comuns para avisar parceiros, amigos ou familiares de que algo não está bem. A lógica é sempre preventiva: combinar antes qual termo será usado, com quem e o que deve ser feito quando essa palavra surgir em uma conversa que, em tese, não teria motivo para isso. O celular entra como canal, mas o protocolo é humano.
Tanto Android quanto iOS têm dois conjuntos de recursos de segurança embutidos: o SOS de emergência (ativado por botões) e o envio automático de localização em chamadas para serviços de socorro. A forma de usar varia um pouco em cada sistema.
Em aparelhos Android mais recentes, o SOS costuma ser acionado apertando rapidamente o botão de ligar/desligar algumas vezes (3 ou 5, depende do fabricante). Ao ser ativado, o celular:
Como configurar (passo genérico, pode mudar por marca):
Marcas como Samsung, Motorola, Xiaomi e outras usam nomes ligeiramente diferentes, mas a lógica é a mesma.
No iPhone, o SOS pode ser acionado de duas formas principais:
Quando o SOS é acionado:
Para configurar:
Além do SOS por botão, Brasil e outros países estão adotando o AML (Advanced Mobile Location):
Essas funções costumam ficar “escondidas” nos menus de segurança e privacidade. Reservar um tempo para ativá-las, testar com alguém de confiança e explicar como funcionam é uma forma simples de transformar o smartphone em aliado sem instalar nada novo.
Em aplicativos como WhatsApp, o recurso de “localização em tempo real” permite que um contato veja, por um período determinado, onde a pessoa está e como se move no mapa. Isso pode ser útil em trajetos noturnos, deslocamentos em áreas desconhecidas ou em situações em que a pessoa sente que há algum risco.
No Google Maps, a função “Compartilhar local” cumpre papel parecido, oferecendo um painel em que amigos e familiares acompanham o trajeto, estimativa de chegada e até nível de bateria do celular em alguns casos. A regra aqui é sempre combinar: com quem compartilhar, por quanto tempo e em que tipo de situação esses links serão usados, para que não se tornem apenas mais um recurso esquecido.
Aplicativos de navegação, como o Waze, também possuem alternativas de acompanhar o deslocamento em tempo real. O usuário pode gerar um link de “compartilhar percurso” que mostra, em tempo real, sua posição, rota calculada e previsão de chegada. Originalmente pensado para informar quem está esperando em casa ou no trabalho, o recurso pode ser adaptado como forma de segurança: se o trajeto muda repentinamente para uma área que não fazia parte do plano, isso já acende um alerta em quem está acompanhando.
O mesmo raciocínio vale para outros navegadores. O importante é entender que, em muitos casos, o que foi criado para conforto e conveniência pode ganhar uma função de proteção — desde que usado com responsabilidade e com consentimento de quem tem a localização monitorada.
Muitas vezes hábitos determinam resultados efetivos em termos de segurança. Assim como hoje praticamente todos os motoristas têm o hábito de usar os aplicativos de trânsito e praticamente todos usam o PIX com frequência, é preciso incorporar rotinas. Só assim ativamos as possibilidades de criar camadas de proteção já disponíveis. O importante é lembrar que ninguém espera que nada de ruim aconteça. Mas todos nós sabemos que coisas ruins acontecem. Mas tudo pode ser minimizado.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
22 de janeiro de 2026Vida Prática
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