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Créditos: Pixabay
ToqueTec pesquisou geradores portáteis e sua adequação para os EVs.
O mercado de carros elétricos e híbridos cresce no Brasil, e com um País continental, viajar muitas vezes exige mais de uma recarga no caminho. ToqueTec pesquisou geradores portáteis e sua adequação para os EVs. Mas a questão é se o objetivo é recarregar completamente a bateria ou uma carga mínima para chegar a um ponto fixo de atendimento. A necessidade define a resposta.
Sim, mas em formatos específicos para cada necessidade. Primeiro é preciso conhecer os modelos de geradores. Aqui vai uma síntese:
Gerador a combustível + carregador portátil (EVSE): é o gerador tradicional (gasolina/diesel/GNV) alimentando o carregador portátil do carro. Esse carregador vem com os modelos e você deve ter o cuidado de usar somente marcas homologadas pelo fabricante. Funciona em alguns cenários, mas é comum haver incompatibilidades por qualidade da energia (onda) e por aterramento/“neutro” do gerador.
Há relatos e guias técnicos apontando que muitos carros rejeitam a carga quando não detectam terra adequada ou quando a forma de onda não é “limpa”, especialmente com geradores/inversores de onda não senoidal pura. Assim, antes de comprar, você tem que ler as especificações e a recomendação é conversar com um especialista da marca em uma concessionária.
Power station (bateria portátil grande): parece um gerador, mas é uma bateria com inversor AC (tomadas). Ela pode alimentar um carregador portátil do carro, só que a limitação aqui é matemática: a capacidade típica dessas unidades é de alguns kWh, enquanto um carro elétrico costuma ter dezenas de kWh. Ou seja, tende a servir para ganhar poucos quilômetros e sair do aperto, não para fazer o carregamento completo. Então, se você está há alguns km de seu destino, ele pode ajudar a chegar. Tem um caráter muito mais emergencial.
Carregador móvel de grande porte): existe como conceito comercial em alguns mercados, inclusive com reboques que funcionam como extensor e/ou carregador móvel, entregando AC e até DC em padrões como CCS/CHAdeMO, com propostas de uso sob demanda. É a solução mais próxima de um posto itinerante, mas não é o tipo de equipamento pequeno para deixar no porta-malas. O serviço já existe em mercados mais maduros e, certamente, em um período próximo, seguradoras disponibilizam esses equipamentos para situações de emergência
E os híbridos? Para híbridos, a ideia já está embutida: o motor a combustão e o sistema do veículo geram energia conforme o projeto em híbridos plenos e em parte dos híbridos série.
Esses modelos carregam diretamente na tomada de casa. São estações de armazenamento de eletricidade que podem ser carregadas na rede comum. Em alguns casos podem utilizar inclusive o alternador de carros a combustão. Mas fazer isso exige conhecimento de um especialista.
Uma alternativa é a utilização de energia solar. A marca EcoFlow, por exemplo, comercializa adaptadores para carregar sua estação em pontos AC de recarga de EV (invertendo o fluxo do carregador do posto para a power station).
O ponto crítico: carregar uma power station para depois carregar o carro é um “duplo caminho” e custa tempo. Na prática, ela faz mais sentido como uma solução de emergência. Veículos como ambulâncias podem usar como equipamento de segurança.
O que um gerador precisa ter para carregar veículo elétrico sem dor de cabeça
Usar sempre o EVSE apropriado. Nunca conecte o gerador diretamente aos pinos de carga do carro. Use o carregador portátil original (ou um EVSE portátil certificado) que vá do gerador a uma tomada padrão ou conector CEE, e daí ao carro.
Faça a sequência correta. Coloque o gerador em área externa, firme e seca. Conecte cabos de aterramento e proteção (RCD/disjuntor diferencial) entre gerador e EVSE, conforme orientações do equipamento. Ligue o EVSE ao gerador. Dê partida no gerador, espere estabilizar a tensão e a frequência. Conecte o cabo do EVSE ao carro e aguarde os controles automáticos do EVSE; somente então a carga inicia.
Outra dica útil é fazer o ajuste da corrente elétrica. Se o EVSE permite ajuste, limite a corrente (por exemplo, 6–10 A em 220 V) para ficar bem abaixo da potência máxima do gerador e evitar quedas de tensão.
Se você conseguir 2 kW de carga efetiva durante 2 horas, isso dá 4 kWh. Em muitos EVs, isso representa algo como 15–25 km de autonomia adicional, dependendo do consumo (por exemplo, 16–25 kWh/100 km).
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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