Waze com Gemini: como a IA muda rotas, buscas e alertas durante a viagem
Gemini passa a interpretar relatos em linguagem natural, ajudar na busca por destinos e apoiar novos recursos do Waze, enquanto Modo Moto e orientação com menos falas ampliam as opções de navegação
A mudança mostra como a IA no Waze vai além de responder perguntas
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Waze integrou a IA Gemini, permitindo que motoristas relatem ocorrências usando linguagem natural.
O Gemini interpreta descrições como “acidente à frente” e classifica o tipo de incidente automaticamente.
Quando faltam detalhes, o Waze faz perguntas complementares ao usuário para completar a informação.
A ferramenta, antes usada para relatar lentidão e obstáculos, agora também aceita sugestões de alterações no mapa.
A inteligência artificial começa a mudar uma das tarefas mais comuns de quem usa aplicativos de navegação: dizer ao celular o que está acontecendo no caminho ou explicar para onde deseja ir. No Waze, a integração com o Gemini permite fazer isso como em uma conversa. Em vez de memorizar comandos ou percorrer menus, o motorista pode falar naturalmente sobre um problema na via ou pedir ajuda para encontrar um lugar.
Essa é a mudança mais importante do novo Waze. O aplicativo continua calculando rotas e usando informações compartilhadas pela comunidade, mas passa a empregar IA para interpretar a intenção do usuário. O ToqueTec reuniu o que muda na prática, quais recursos já estão em distribuição e como as novidades podem diminuir a necessidade de interagir com a tela durante um deslocamento.
Uma das aplicações mais interessantes do Gemini está nos Relatórios Conversacionais. O sistema permite comunicar uma ocorrência falando normalmente, sem a obrigação de conhecer uma frase específica.
Imagine que o trânsito parou repentinamente. O motorista pode acionar o recurso e dizer algo como “tem um acidente mais à frente” ou “o trânsito está completamente parado aqui”. O Gemini interpreta a descrição e procura enquadrá-la no tipo de ocorrência correspondente. Caso faltem informações, o próprio Waze pode fazer uma pergunta complementar.
A ferramenta já havia sido criada para relatos de situações como lentidão e obstáculos. Agora, o recurso também está sendo ampliado para sugestões de alterações no mapa. É possível, por exemplo, informar verbalmente que uma rua está fechada ou que determinado endereço está desatualizado. Essas sugestões podem ser encaminhadas aos editores locais do mapa para verificação.
Na prática, a inteligência artificial funciona como uma camada de interpretação entre o motorista e o aplicativo. O usuário explica o que está vendo; o sistema tenta entender a informação e transformá-la em um dado útil para a navegação.
Gemini também ajuda a descobrir para onde ir
A outra mudança importante aparece antes mesmo de começar a navegação.
Nem sempre o motorista sabe o nome ou o endereço do destino. Às vezes, sabe apenas do que precisa. É nesse tipo de situação que a busca com Gemini pretende facilitar o uso do Waze.
O usuário pode tocar no ícone de pesquisa por voz e fazer pedidos como “encontre uma cafeteria aberta agora”, “ache um estacionamento perto do meu destino” ou “procure um posto de combustível próximo”. O Waze interpreta a intenção e apresenta opções que podem ser transformadas diretamente em destinos de navegação.
A diferença está na linguagem. Em uma busca convencional, normalmente digitamos o nome de um estabelecimento, uma categoria ou um endereço. Com IA generativa, a pesquisa pode assumir a forma de uma pergunta ou necessidade.
Essa busca de destinos com recursos do Gemini está sendo disponibilizada inicialmente para a comunidade global do Waze Beta, tanto no Android quanto no iOS. Portanto, ela pode ainda não aparecer para todos os usuários.
IA também aprende quais caminhos você prefere
Outra novidade é a navegação personalizada. O Waze passa a combinar informações sobre o trânsito local com o histórico de viagens para sugerir caminhos mais próximos das preferências do usuário.
Quem costuma preferir avenidas e rodovias, por exemplo, poderá receber essas opções com maior destaque em relação a trajetos por ruas locais com várias paradas. Isso não significa que o aplicativo obrigará o motorista a seguir o caminho aprendido: continuam disponíveis rotas alternativas, e a personalização pode ser desativada nas configurações.
A mudança mostra como a IA no Waze vai além de responder perguntas. O aplicativo começa também a considerar hábitos anteriores para decidir quais opções apresentar primeiro.
Modo Moto usa IA e chega ao Brasil
Para motociclistas, uma das principais mudanças é o novo Modo Moto. O Brasil está entre os primeiros mercados escolhidos para receber a ferramenta, ao lado de Argentina, Colômbia, Malásia, México, Peru e Filipinas. A distribuição ocorre para Android e iOS.
Segundo o Waze, o recurso usa inteligência artificial para considerar atalhos e restrições específicos de veículos de duas rodas, com o objetivo de oferecer rotas mais adequadas e estimativas de horário de chegada mais precisas.
Há também uma diferença importante nos alertas. Motociclistas são mais vulneráveis a determinadas condições do pavimento e da via. Por isso, o sistema pode mostrar riscos como buracos, lombadas, faixas elevadas, fim de acostamento e pontes estreitas. Essas informações combinam dados de trânsito em tempo real com o trabalho de editores de mapas especializados em motocicletas. Isso não muda as regras de circulação. Uma rota indicada pelo aplicativo não substitui placas, sinalização, restrições locais ou as normas do Código de Trânsito Brasileiro.
O Waze também ficou “Menos Falante”
Curiosamente, enquanto algumas novidades fazem o Waze conversar mais com o usuário, outra foi desenvolvida justamente para fazê-lo falar menos. O modo “Menos Falante” reduz a quantidade e o tamanho das instruções de voz. O aplicativo continua avisando sobre informações importantes, incluindo perigos, conversões e mudanças de faixa, mas diminui a frequência das intervenções.
A opção pode ser especialmente útil para quem já conhece boa parte do caminho ou costuma dirigir ouvindo música, rádio, audiolivros ou podcasts. É uma alternativa intermediária entre receber todas as instruções e desligar completamente a orientação sonora. O “Menos Falante” está em distribuição global para Android e iOS. A disponibilidade pode variar conforme a atualização recebida pelo aparelho.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec