LifesTec
Entre a vitrine e o museu, a moda busca seu lugar nas artes
A fronteira entre moda, arte e produto fica cada vez mais difícil de definir à medida que novas tecnologias ampliam o campo da criação
Créditos: Divulgação
O Google promete até dez anos de atualizações para o Googlebook OS, além de novos recursos distribuídos regularmente
O Google está entrando novamente no mercado de laptops premium com uma proposta que vai além de colocar inteligência artificial em um computador. Nesta segunda-feira (21), a empresa abriu a pré-venda do Googlebook, uma nova categoria de notebooks desenvolvida para funcionar como uma extensão dos smartphones Android. A ideia é permitir que atividades iniciadas no celular continuem no computador e que arquivos, aplicativos e informações transitem entre os dois dispositivos com menos etapas.
Para isso, o Googlebook combina a base tecnológica do Android com elementos da experiência de desktop desenvolvida no ChromeOS. O resultado é o Googlebook OS, sistema que mantém recursos tradicionais de um computador, como multitarefa, navegador Chrome para desktop e terminal Linux, mas incorpora elementos familiares do Android, como widgets, menus de aplicativos e configurações rápidas. A plataforma também foi projetada desde o início para receber recursos do Gemini.
A primeira geração chega pelas mãos de Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo, com modelos de 13 a 15 polegadas e preços entre US$ 899 (R$4,5 mil) e US$ 1.299 (R$ 6,6 mil). Os computadores têm pelo menos 16 GB de RAM, telas sensíveis ao toque e opções com painéis OLED de até 2,8K. Também há estruturas de alumínio, liga de magnésio e fibra de carbono, teclados retroiluminados, trackpads hápticos e sistemas de autenticação biométrica.
A integração com o celular é um dos pilares do Googlebook. Durante a configuração, o usuário pode transferir para o laptop configurações do smartphone, senhas salvas, redes Wi-Fi e mensagens. Segundo o Google, o processo utiliza criptografia de ponta a ponta.
Depois da configuração, o recurso Continue On permite retomar no laptop uma atividade iniciada no telefone. Aplicativos usados recentemente podem aparecer na barra inferior do computador e, dependendo do suporte oferecido pelo desenvolvedor, a tarefa pode ser aberta em uma versão nativa ou web do aplicativo.
O sistema também aproxima os arquivos dos dois dispositivos. O smartphone pareado aparece no aplicativo Files do Googlebook, permitindo pesquisar e abrir documentos e fotografias armazenados no telefone diretamente pelo computador. O usuário ainda pode compartilhar arquivos sem precisar alternar fisicamente entre os aparelhos.
Outra possibilidade é o Cast My Apps, que exibe aplicativos do celular em janelas no desktop. A interação pode ser feita com mouse, teclado ou tela sensível ao toque, aproximando a experiência de um aplicativo tradicional de computador. Para quem usa iPhone, a integração é mais limitada, com recursos voltados principalmente à comunicação por meio do Link to iOS.
A inteligência artificial é outro elemento central da experiência. No Googlebook, o Gemini não aparece apenas como um chatbot separado, mas como parte da própria interface do sistema.
Um dos recursos é o Magic Pointer. Ao movimentar o cursor de determinada maneira, o usuário pode chamar o Gemini para analisar o conteúdo exibido na tela. A ferramenta pode, por exemplo, interpretar um texto, ajudar a organizar informações ou responder a perguntas sobre o que está sendo visualizado. O Google afirma que o recurso só atua quando solicitado pelo usuário.
Há também o Rambler, ferramenta de ditado por voz que transforma pensamentos e anotações espontâneas em textos estruturados. A IA pode organizar o conteúdo em títulos, listas, checklists e outros formatos, inclusive em diferentes idiomas.
Já o Create My Widget leva a lógica da IA generativa para a personalização da área de trabalho. Em vez de montar um widget manualmente, o usuário descreve em linguagem natural o que deseja e o sistema cria o recurso correspondente.
A inteligência artificial também aparece na busca de arquivos. O Googlebook utiliza processamento de IA no próprio dispositivo para ajudar a localizar documentos e fotos a partir de descrições e palavras-chave, além de resumir determinados conteúdos. Parte desse processamento ocorre localmente, sem que os arquivos precisem ser enviados para a internet.
Apesar de a integração com Android ser o principal argumento do Google, o Googlebook também chega com especificações voltadas ao segmento premium. Os primeiros modelos utilizam processadores Intel Core Ultra Series 3 ou Qualcomm Snapdragon X, com versões equipadas com unidades de processamento neural dedicadas à inteligência artificial.
O Google afirma que os dispositivos podem atingir até 14 horas de autonomia. Os modelos têm, ainda, telas de até 2,8K OLED, estruturas metálicas ou de fibra de carbono e recursos como trackpads hápticos e leitores de impressão digital. Alguns pesam aproximadamente 1 kg.
A linha também recupera a Glowbar, uma barra luminosa localizada na parte externa da tampa. O elemento pode indicar o nível de bateria, acender durante a inicialização e exibir animações durante interações com o Gemini.
O modelo mais barato da primeira geração é o Acer Googlebook 14, a partir de US$ 899 (R$4,5 mil). A linha inclui ainda o Dell XPS Googlebook, por US$ 1.199 (R$ 6,1 mil), e equipamentos de ASUS, HP e Lenovo a partir de US$ 1.299 (R$ 6,6 mil). O Acer é um modelo 2 em 1, enquanto os demais seguem formatos tradicionais de notebook.
O Googlebook tenta resolver uma questão que acompanha os dispositivos Android há anos: a dificuldade de transformar o enorme ecossistema de aplicativos móveis em uma experiência de computador completa.
A plataforma combina a Google Play Store com o Chrome para desktop, incluindo suporte a extensões. O Google também criou categorias para indicar o nível de adaptação dos aplicativos Android à tela maior e aos periféricos de um laptop, como mouse e teclado.
Entre os softwares disponíveis estão Adobe Photoshop, Adobe Lightroom e CapCut, enquanto serviços como Netflix e HBO Max também podem ser utilizados. A plataforma ainda oferece acesso a milhares de jogos Android e inclui um ano de GeForce NOW na compra dos laptops.
A questão dos aplicativos, no entanto, será um dos pontos a acompanhar após o lançamento. A existência de versões Android não significa necessariamente que todos os softwares ofereçam a mesma experiência encontrada em Windows ou macOS. A própria estratégia do Google depende da participação dos desenvolvedores para ampliar a quantidade de aplicativos realmente adaptados ao desktop.
O Googlebook não foi pensado apenas para usuários finais. A empresa também quer atrair desenvolvedores interessados em inteligência artificial.
A plataforma inclui o Antigravity, ambiente de desenvolvimento de agentes de IA, além de um terminal Linux completo. É possível utilizar ferramentas de programação e agentes autônomos diretamente no computador, incluindo Claude Code e o Antigravity CLI.
Para isso, o Google aposta em uma arquitetura de segurança inspirada no ChromeOS. Os equipamentos utilizam o Google Titan como raiz de confiança de hardware, detecção de malware no dispositivo e um hipervisor pKVM com certificação de segurança Level 5. O sistema permite manter um ambiente Linux isolado para ferramentas de desenvolvimento e agentes de IA.
O Google promete até dez anos de atualizações para o Googlebook OS, além de novos recursos distribuídos regularmente. A plataforma é compatível com arquiteturas x86 e Arm, enquanto versões equipadas com chips MediaTek estão previstas para o futuro.
Cada computador inclui 12 meses de Google AI Pro, com 5 TB de armazenamento em nuvem e acesso ampliado às ferramentas Gemini. A compra também dá direito a três meses de YouTube Premium, três meses de Adobe Photoshop, três meses de CapCut e um ano de GeForce NOW.
As pré-vendas começaram nesta segunda-feira (21). Nos Estados Unidos, os primeiros Googlebooks chegam às lojas em 4 de outubro. No dia seguinte, a disponibilidade começa no Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha e Austrália. Não há, até o momento, data anunciada para o mercado brasileiro.
O lançamento marca a retomada do Google no segmento de computadores premium depois da linha Pixelbook. O primeiro Pixelbook chegou ao mercado em 2017 por US$ 999 (R$ 5,1 mil), enquanto o Pixelbook Go foi lançado posteriormente; a empresa deixou de produzir novos Pixelbooks em 2022.
Agora, porém, a estratégia é diferente. Em vez de apostar apenas em um computador produzido sob a própria marca, o Google apresenta uma plataforma que será adotada por diferentes fabricantes e tem como principal argumento a integração com o Android.
O movimento coloca o Googlebook em um mercado que inclui notebooks Windows com Copilot e os MacBooks da Apple. A comparação também passa pelo preço: o MacBook Neo, por exemplo, parte de US$ 699 (R$ 3,5 mil), abaixo dos US$ 899 (R$4,5 mil) cobrados pelo Googlebook de entrada.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
21 de setembro de 2026LifesTec
A fronteira entre moda, arte e produto fica cada vez mais difícil de definir à medida que novas tecnologias ampliam o campo da criação
Tecnologia & Inovação
Com consumidores recorrendo a assistentes de IA para pesquisar produtos e empresas, histórico de atendimento, avaliações e capacidade de resolver problemas ganham peso na disputa pela reputação e podem influenciar até a forma como marcas são apresentadas pelos algoritmos
Toque Tec
Robô aspirador, aspirador vertical, aspirador sem fio, aspirador portátil, aspirador de barril, aspirador água e pó e extratora resolvem problemas diferentes. A melhor escolha depende do tamanho da casa, do tipo de piso, da presença de crianças, pets, tapetes, areia, pó fino, pelos e da frequência real de limpeza
Tecnologia & Inovação
Marcas começam a olhar além dos grandes influenciadores e transformam consumidores comuns em participantes de campanhas, abrindo espaço para novas formas de monetizar a influência cotidiana da periferia
Tecnologia & Inovação
Da busca por produtos à delegação de decisões, a inteligência artificial começa a transformar a jornada de compras, enquanto plataformas como TikTok Shop fazem da descoberta uma nova porta de entrada para o consumo
LifesTec
Em um mercado que adota a lógica da hiperpersonalização, o couro cabeludo deixa de ser invisível para se tornar fonte de dados, métricas e decisões guiadas por evidências