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Tecnologia & Inovação

Amazon bloqueia Muse, agente de IA da Meta, em disputa sobre compras automatizadas

Varejista diz que assistente acessava contas e realizava transações sem se identificar; Meta afirma que ferramenta foi desenvolvida com mecanismos de segurança e privacidade

Por: Redação ToqueTec

Desde 2023, produtos da Amazon podem ser comprados por meio do Facebook e do Instagram em integrações entre as empresas

Créditos: Freepik

Desde 2023, produtos da Amazon podem ser comprados por meio do Facebook e do Instagram em integrações entre as empresas

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  • Poucos dias após o lançamento do Muse em 8 de setembro, a Amazon bloqueou o agente de IA da Meta por falta de autorização e identificação como automatizado.
  • Usuários que tentaram comprar via Muse receberam aviso de violação das condições de uso da plataforma.
  • A Amazon buscou negociação com a Meta para retirar voluntariamente o Muse, mas não houve acordo.
  • A empresa afirma que aplicativos de terceiros devem se identificar e respeitar sua política de acesso a compras automatizadas.

A Amazon bloqueou o acesso do Muse, agente de inteligência artificial da Meta, à sua loja virtual. A decisão coloca em evidência uma disputa que deve ganhar espaço à medida que assistentes de IA deixam de apenas responder perguntas e passam a executar tarefas em nome dos usuários, inclusive pesquisar produtos, preencher formulários e finalizar compras. Segundo a Amazon, o Muse acessava sua plataforma sem autorização formal e não se identificava como um agente automatizado.

O bloqueio aconteceu poucos dias depois do lançamento do Muse, apresentado pela Meta em 8 de setembro como um agente capaz de realizar tarefas de várias etapas de maneira autônoma. No último fim de semana, usuários que tentaram fazer compras na Amazon por meio da ferramenta encontraram uma mensagem informando que o acesso de um agente de IA não autorizado violava as condições de uso da plataforma.

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Amazon questiona como agentes de IA devem acessar lojas

Segundo a Amazon, a empresa tentou negociar com a Meta para que a varejista fosse voluntariamente retirada do alcance do Muse, mas não houve acordo. A companhia afirma que o agente pode acessar páginas de contas, históricos de pedidos e processar transações sem que a Amazon tenha autorizado formalmente esse tipo de acesso.

A principal questão levantada pela varejista é a transparência. Para a Amazon, aplicações de terceiros que realizam compras em nome dos consumidores devem se identificar e respeitar a decisão das empresas sobre permitir ou não esse tipo de interação. A companhia relaciona a exigência a questões de privacidade, segurança e confiabilidade da experiência de compra.

A Amazon também afirma que agentes próprios adotam esse modelo. O recurso Buy for Me, por exemplo, pode pesquisar produtos em sites de outras marcas, mas se identifica perante os estabelecimentos e permite que empresas optem por não participar da experiência. A companhia também lançou a Alexa para Compras, voltada à pesquisa e às recomendações de produtos.

Meta diz que Muse não acessa senhas ou pagamentos

A Meta apresenta uma versão diferente sobre o funcionamento do agente. Segundo a empresa, o Muse não tem acesso direto às senhas ou aos métodos de pagamento dos usuários. As credenciais fornecidas durante a navegação ficam armazenadas em um ambiente seguro, enquanto o agente utiliza um navegador próprio dentro de uma máquina virtual isolada.

A companhia também afirma que ações consideradas sensíveis exigem aprovação do usuário. Entre elas estão transações financeiras e outras atividades realizadas em serviços externos. Além disso, o Muse conta com um segundo agente interno, chamado Sentinel, responsável por analisar as ações que o sistema pretende enviar à internet.

A arquitetura mostra uma das características centrais dos chamados agentes de IA: em vez de apenas produzir uma resposta, eles podem interagir diretamente com sites e serviços para executar uma tarefa. Quando uma plataforma não oferece uma API pública, o Muse pode, segundo a Meta, utilizar um navegador e interagir com o serviço de maneira semelhante à navegação humana. É justamente esse tipo de acesso que está no centro do conflito com a Amazon.

Bloqueio faz parte de uma disputa maior

O episódio envolvendo o Muse não é isolado. A Amazon vem restringindo o acesso de agentes de compras desenvolvidos por outras empresas de tecnologia e também mantém uma disputa judicial com a Perplexity envolvendo o navegador de IA Comet e o acesso a páginas da varejista.

No caso da Perplexity, a disputa passou pelos tribunais dos Estados Unidos. Em agosto, uma decisão do Tribunal de Apelações do Nono Circuito derrubou uma liminar que havia restringido o acesso do Comet à Amazon. O processo, no entanto, deixou em aberto discussões relacionadas aos contratos e às condições de uso da plataforma.

A movimentação ocorre enquanto a própria Amazon desenvolve ferramentas para transformar a IA em intermediária de compras. A companhia anunciou a Alexa para Compras e também utiliza agentes para pesquisar produtos e interagir com sites externos. A diferença, segundo a empresa, está na identificação e nas regras estabelecidas com os serviços acessados.

Amazon e Meta também são parceiras

O bloqueio ganha uma dimensão adicional porque Amazon e Meta mantêm relações comerciais. Desde 2023, produtos da Amazon podem ser comprados por meio do Facebook e do Instagram em integrações entre as empresas.

Em abril deste ano, as companhias também anunciaram um acordo de grande escala envolvendo a infraestrutura da Amazon Web Services. A Meta contratou dezenas de milhões de núcleos dos processadores Graviton da AWS para ampliar sua capacidade de processamento, incluindo cargas relacionadas ao desenvolvimento de inteligência artificial com agentes.

O caso do Muse, portanto, expõe uma questão que vai além de uma ferramenta específica: quando uma IA compra algo em nome de uma pessoa, quem precisa autorizar sua entrada na loja? Para a Amazon, a resposta envolve também a própria plataforma, que precisa saber quando um agente está navegando, quais dados estão sendo acessados e como as transações são realizadas. Para a Meta, os mecanismos de isolamento, aprovação do usuário e monitoramento do Muse fazem parte da tentativa de permitir que o agente execute tarefas sem expor diretamente informações sensíveis.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

Redação ToqueTec

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

22 de setembro de 2026

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