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TV 3.0: a televisão aberta se reinventa com 4K, som imersivo e interatividade

O novo padrão DTV+ promete uma experiência mais rica, combinando o sinal gratuito de antena com recursos de internet, mas exigirá adaptação dos aparelhos atuais

Por: Redação ToqueTec

Créditos: Freepik

A migração completa para todo o território nacional pode levar até 15 anos, segundo o Ministério das Comunicações

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  • A TV aberta brasileira adota o padrão DTV+ (TV 3.0), regulamentado em agosto 2025 e lançado em junho 2026.
  • O novo padrão oferece transmissão em 4K nativo, áudio imersivo e recursos interativos, mantendo a gratuidade do sinal.
  • O sinal continua sendo captado por antenas digitais UHF, com a internet como camada complementar para interatividade.
  • Desenvolvida pelo Fórum SBTVD, a DTV+ evolui o Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre para modernizar o consumo de conteúdo.

A televisão aberta brasileira está passando por uma transformação significativa com a chegada da TV 3.0, oficialmente conhecida como DTV+. Este novo padrão, que foi regulamentado por decreto federal em agosto/2025 e lançado em junho/2026, busca modernizar a forma como os brasileiros consomem conteúdo televisivo. A tecnologia integra avanços como imagem em 4K, áudio imersivo e funcionalidades interativas, mantendo a gratuidade do sinal, conforme informações apuradas pela Exame.

A DTV+ representa a evolução do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre, desenvolvido pelo Fórum SBTVD. A principal mudança reside na forma de navegação, que se assemelha aos serviços de *streaming*, com ícones de emissoras substituindo a tradicional busca por números de canais. O sinal gratuito continua a ser captado pela antena digital UHF, enquanto a conexão com a internet atua como uma camada complementar, essencial para acessar recursos interativos e conteúdos adicionais.

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Novidades em imagem e som

O salto tecnológico da TV 3.0 é notável na qualidade de imagem e áudio. A transmissão de vídeo passa a ser em 4K nativo, com suporte futuro para 8K e HDR (Alto Alcance Dinâmico), que aprimora o contraste e a gama de cores. O codec VVC, mais eficiente que o padrão anterior, permite entregar mais qualidade visual com uma menor banda de transmissão.

No quesito áudio, o padrão MPEG-H possibilita um som imersivo, com a separação de canais. Isso significa que o telespectador pode, por exemplo, durante a transmissão de uma partida de futebol, utilizar o controle remoto para desativar a narração e ouvir apenas o som do estádio, ou alternar entre diferentes canais de áudio com narradores distintos, segundo o que foi detalhado pela Exame.

Interatividade e serviços conectados

A integração com a internet é o que habilita as funcionalidades interativas da TV 3.0, inexistentes na TV digital atual. Entre os recursos disponíveis, destacam-se a navegação por aplicativos das emissoras, que oferecem catálogos de conteúdos sob demanda, e a possibilidade de escolher ângulos de câmera em transmissões ao vivo. Além disso, o telespectador pode participar de enquetes e votações de programas diretamente pela tela.

A TV 3.0 também prevê o acesso a serviços públicos. A EBC confirmou em julho que plataformas como o gov.br e o SUS Digital estarão disponíveis pela interface da TV. É importante ressaltar que esses recursos dependem de uma conexão Wi-Fi ou cabo Ethernet ligados ao conversor ou à TV compatível. Sem internet, o aparelho funciona como uma TV aberta convencional, mas já com as melhorias de imagem e som.

Compatibilidade e a necessidade de conversores

Para usufruir da TV 3.0, não é necessário trocar de televisão, pelo menos não de imediato. Em julho/2026, nenhum modelo de TV à venda no País, incluindo os 4K mais avançados, possuía o receptor DTV+ integrado de fábrica. Os primeiros televisores com compatibilidade nativa devem chegar ao mercado entre o fim de 2026 e o início de 2027.

Para quem deseja usar a TV 3.0 com o aparelho atual, a solução é um conversor externo. Este dispositivo se conecta à entrada HDMI da TV e à antena digital. A antena UHF que já capta o sinal digital hoje é compatível com o novo padrão, eliminando a necessidade de troca. A Exame esclarece que ser uma *smart TV* não garante compatibilidade, pois a recepção do sinal DTV+ exige um sintonizador físico dedicado, ausente nos modelos comercializados até o momento.

Preços dos conversores e subsídios

Desde junho, dois modelos de conversores já estão disponíveis no mercado brasileiro. O Intelbras RDA 300, que roda Android 14 (AOSP) e se conecta via HDMI e Wi-Fi, custa R$ 684,90. Já o Aquário DTVP-7000, que inclui antena digital MIMO, dois amplificadores de sinal e Bluetooth 5.0, tem o valor de R$ 692,81.

Os preços praticados ficaram acima da estimativa inicial do governo, que em agosto/2025 projetava conversores na faixa de R$ 300 a R$ 350, com expectativa de redução conforme o volume de produção aumentasse. Diante disso, o Ministério das Comunicações estuda formas de subsidiar o acesso à tecnologia para famílias de baixa renda, conforme reportado pela Exame.

Canais e a expansão da cobertura

A fase inicial da TV 3.0 concentra canais e serviços públicos operados pela EBC na Plataforma Comum da DTV+, como TV Brasil, Canal Gov, Canal Educação e Canal Saúde. Entre as emissoras comerciais, a Globo se destaca, com transmissões em 4K e funcionalidades interativas já em operação durante a Copa do Mundo de 2026.

Outras emissoras, como SBT, Record, Band, Cultura e Gazeta, participam dos testes regulamentados pelo governo e devem ampliar a oferta de conteúdo à medida que a cobertura avança. O cronograma oficial prevê uma expansão gradual, com as primeiras transmissões operando em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. A meta é cobrir as 15 principais capitais brasileiras até 2030. 

A migração completa para todo o território nacional pode levar até 15 anos, segundo o Ministério das Comunicações. Durante esse período, a TV digital atual, conhecida como TV 2.5, continuará operando em paralelo, com a convivência entre os dois sistemas prevista até pelo menos 2040.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

Redação ToqueTec

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

28 de julho de 2026

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