Tecnologia & Inovação
BBB 2012 a 2016: quando o celular virou o centro da rotina do lar?
Da vitória de Fael ao surgimento do vídeo curto, estes anos mostram como tela, segurança e conexão passaram a organizar a casa
Créditos: Divulgação/Reprodução TV Globo
A final do BBB18
Entre 2017 e 2020, o Big Brother Brasil deixou de ser apenas um programa “da noite” e passou a ocupar a casa o dia inteiro. O que acontece na tela grande da sala continuou importante, mas o celular virou o centro do acompanhamento: recortes em tempo real, memes, grupos de mensagem e vídeos curtos transformaram o reality em um fluxo contínuo. No ToqueTec, esse recorte ajuda a entender por que o bem-estar doméstico passou a incluir conforto digital, conexão estável e equilíbrio entre telas e descanso.
Foi também o período em que a casa ganhou novas necessidades: mais pontos de tomada, melhor wi-fi, iluminação pensada para vídeo e uma rotina em que trabalho, lazer e convivência começaram a disputar o mesmo espaço.
Em 2017, Emilly Araújo venceu o BBB 17 em uma edição marcada por debates intensos nas redes sociais. O público já não apenas assistia: comentava, organizava mutirões e compartilhava cenas em ritmo acelerado. Esse comportamento encontrou um “par” perfeito na tecnologia daquele ano, com aparelhos que mudaram a experiência de uso.
A planilha de tecnologia destaca 2017 como o período em que telas quase sem bordas ganharam o mercado, com modelos como Galaxy S8 e iPhone X. A navegação por gestos ficou mais natural, e a leitura e o consumo de vídeo ficaram mais confortáveis no celular. Dentro do lar, isso reforçou a lógica de duas telas principais: a TV na parede e o smartphone na mão. Acompanhava-se o programa na sala, mas a reação e o contexto vinham do celular, sem precisar ir ao computador.
Na prática, essa “tela infinita” ajudou a espalhar o BBB pelos cômodos. O morador começou a acompanhar trechos na cozinha, no quarto ou até na área de serviço, sempre que o wi-fi alcançava. A casa, aos poucos, parou de ter um único ponto de entretenimento.
Em 2018, Gleici Damasceno venceu o BBB 18 depois de um retorno marcante de paredão falso e de um bordão que dominou conversas e timelines. A vitória dela também simbolizou um Brasil mais conectado por regiões e por torcidas distribuídas, com campanhas de votação circulando em redes sociais e grupos de mensagens.
Na tecnologia, 2018 aparece com iPhone XS, XS Max e XR, com foco em desempenho, câmeras mais consistentes em ambientes internos e Face ID mais refinado. Para a casa, o impacto foi direto: o celular se consolidou como arquivo de memória doméstica. Almoços de família, aniversários, reformas e detalhes de decoração passaram a ser registrados com mais frequência e qualidade, reforçando o lar como lugar de pertencimento, lembrança e história compartilhada.
O mesmo aparelho que organiza o voto e a conversa também começou a organizar a rotina. Aplicativos de finanças pessoais, listas de tarefas, compras e agenda familiar ficaram mais fluidos e confiáveis, e a “vida em ordem dentro do celular” virou parte do bem-estar doméstico: menos papel, menos esquecimento, mais previsibilidade.
Em 2019, Paula Von Sperling venceu um BBB 19 cercado de controvérsias e debates fora da casa. A repercussão mostrou como o reality passou a ser analisado em detalhes, com trechos recortados, ampliados e reinterpretados por milhões de pessoas.
No mesmo ano, a planilha destaca o iPhone 11, com lente ultra-angular e o Night Mode apoiado por inteligência artificial, além de processador mais potente. Esse conjunto tornou mais fácil registrar a casa como ela é, inclusive com pouca luz: jantares simples, encontros na sala, cantos do quarto e cenas cotidianas sem “produção”. O lar virou cenário frequente de fotos e vídeos, não apenas em datas especiais.
Isso trouxe um efeito colateral importante para o bem-estar: a sensação de que a casa precisa estar “apresentável” porque aparece mais. Organização visual, luz natural, iluminação indireta e pequenos elementos como plantas, almofadas e tapetes ganharam espaço nas conversas porque também “funcionam na tela”. Ao mesmo tempo, o avanço das câmeras ajudou em usos práticos: documentar infiltrações, registrar estado de móveis, guardar provas de pequenos problemas e facilitar orçamentos.
Em 2020, Thelma Assis venceu o BBB 20 em um período que coincidiu com o início da pandemia de covid-19 no País. Com mais gente dentro de casa por longos períodos, o reality ganhou peso ainda maior como entretenimento compartilhado, e a vida cotidiana passou por uma transformação rápida: o lar virou escritório, sala de aula, academia improvisada, restaurante e espaço de descanso, tudo ao mesmo tempo.
A planilha de tecnologia registra 2020 com aparelhos e recursos que ajudaram a sustentar esse novo cotidiano, como Galaxy S20 com câmera de alta resolução e 5G em mercados onde a rede já existia, e Pixel 4 com fotografia noturna inteligente. Também aparece o lançamento do Reels no Instagram, reforçando a cultura dos vídeos curtos, e a menção ao GPT-3 em acesso restrito, como sinal de uma inteligência artificial que começava a se aproximar de tarefas de produtividade.
Dentro do lar, isso se traduziu em três mudanças práticas. A primeira foi comunicação: chamadas de vídeo com família, aniversários virtuais e grupos de apoio viraram rotina. A segunda foi o registro: cantinho de home office, receitas, jardinagem de varanda e exercícios na sala passaram a ser documentados com melhor qualidade. A terceira foi hábito: vídeos curtos se encaixaram nos intervalos do dia, entre tarefas domésticas, criando microdoses de entretenimento que podem ajudar a relaxar, mas também prolongar o tempo de tela sem perceber.
Entre 2017 e 2020, o BBB ajuda a enxergar uma virada doméstica: a casa se tornou mais conectada e mais “distribuída” por telas, com o celular disputando protagonismo com a TV. O bem-estar, nesse cenário, passou a depender tanto de sofá e silêncio quanto de wi-fi estável, iluminação confortável e limites saudáveis para que a casa continue sendo, antes de tudo, lugar de descanso e convivência.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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