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Tecnologia & Inovação

iPhone transmite vídeo ao vivo para o 190: como funciona o SOS de Emergência

O recurso permite que centrais de emergência solicitem imagens da câmera durante uma chamada ao 190; o compartilhamento depende da autorização do usuário e exige iPhone 14 ou mais recente.

Por: Redação ToqueTec

Tela do SOS de Emergência do iPhone mostrando recurso de compartilhamento de vídeo ao vivo para o 190

Créditos: Pexels

Novo recurso do SOS de Emergência do iPhone permite que centrais solicitem vídeo ao vivo durante chamadas ao 190, com autorização do usuário.

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Descrever uma emergência ao telefone é difícil. Quem liga para o 190 está com adrenalina alta, muitas vezes não sabe o endereço exato e tem dificuldade de explicar o que está vendo. O novo recurso ataca justamente esse ponto: em vez de narrar, o cidadão mostra.

O ToqueTec reuniu as principais informações para responder às dúvidas de quem quer entender o recurso, suas limitações e o impacto prático no uso cotidiano.

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O lançamento no Brasil

A Apple liberou nessa semana oVídeo ao Vivo do SOS de Emergência no país, em parceria com a RapidSOS, responsável por conectar a tecnologia às centrais de atendimento. A função está disponível para centrais de emergência em todo o território nacional, mas cada uma decide se e quando ativá-la, além de definir quem terá acesso às imagens dentro da corporação. Para saber se sua cidade já tem a operação autorizada você pode ligar.

O recurso exige iPhone 14 ou modelo posterior e está sujeito a limitações do aparelho, podendo não estar disponível em todas as situações. A tecnologia estreou nos Estados Unidos com o iOS 18, em outubro de 2024, e chega ao Brasil quase dois anos.

O ponto essencial é que o usuário nunca inicia a transmissão por conta própria. Todas as solicitações partem do atendente. O fluxo funciona assim:

  • O cidadão liga para o 190 normalmente.
  • Durante a chamada, o atendente avalia se as imagens ajudariam a entender a ocorrência.
  • Se considerar útil, envia uma solicitação diretamente ao iPhone.
  • Um aviso aparece na tela do aparelho.
  • Para começar a transmitir, basta tocar em Compartilhar.
  • Para pausar ou retomar, toca-se no botão de câmera; para encerrar, em Parar de Compartilhar Câmera ou Desligar.

Há uma segunda possibilidade: se o atendente pedir imagens já registradas, o usuário toca em Escolher e seleciona fotos ou vídeos guardados no aparelho. É útil quando o fato já aconteceu fornecendo, por exemplo, a placa de um carro em fuga, o rosto de um agressor, os danos de um acidente.

A transmissão é criptografada por padrão. Vale registrar, porém, que os serviços de emergência podem guardar uma cópia do vídeo transmitido e das fotos enviadas.

Quais são as vantagens do vídeo

A vantagem mais imediata é a triagem. Com imagem, o atendente enxerga a gravidade real antes de enviar uma viatura: se há arma envolvida, quantas pessoas estão no local, se alguém está inconsciente, se há fogo ou risco de desabamento. Isso permite dimensionar o socorro e priorizar chamados simultâneos.

Outra vantagem é a comunicação quando falar é impossível ou perigoso. Vítimas de violência doméstica, pessoas escondidas durante um assalto, quem sofre um episódio de saúde que afeta a fala ou não domina o idioma passam a ter um canal alternativo para informar o que acontece. Além disso, é possível receber orientação mais precisa. Ao ver a cena, o atendente pode instruir com precisão sobre manobras de primeiros socorros, contenção de sangramento ou rota de saída de um ambiente com fumaça. Por fim, há o valor probatório. Imagens capturadas no momento do fato tendem a ser mais úteis à investigação do que relatos reconstruídos horas depois.

Como preparar o celular

O Vídeo ao Vivo não precisa ser ativado previamente. Ele só é oferecido quando a central solicita durante uma chamada. Ainda assim, há ajustes que devem estar prontos antes da emergência:

  • Atualize o iOS, já que o recurso depende de versão recente do sistema.
  • Ative o acionamento rápido: em Ajustes, toque em SOS de Emergência e ligue a opção Pressionar 5 Vezes para Ligar. Também é possível chamar o socorro mantendo pressionados o botão lateral e um dos botões de volume .
  • Cadastre contatos de emergência: após uma ligação de emergência, o iPhone envia mensagem e localização a esses contatos, com atualizações se o usuário se deslocar.
  • Preencha a Ficha Médica com tipo sanguíneo, alergias, medicamentos e condições de saúde.
  • Mantenha a localização ativa, para que a central receba a posição junto com a chamada.
  • Faça um teste em família, sem ligar de fato, apenas localizando os botões e a tela de SOS.

O que ensinar a idosos e crianças

Para idosos, o essencial é a memória muscular do acionamento: repetir onde ficam os botões até virar automático. Vale explicar que o aviso de compartilhamento aparece sozinho, que tocar em Compartilhar é seguro naquele contexto, que a ligação não deve ser encerrada porque o vídeo começou, que o celular pode ser apoiado em uma superfície em vez de segurado com a mão trêmula e que a transmissão pode ser interrompida a qualquer momento.

Para crianças, a instrução se divide em duas partes. A primeira é quando ligar: perigo real, alguém desacordado, fogo, alguém tentando entrar em casa. E o que dizer: nome, endereço e o que está acontecendo, nessa ordem, porque o endereço garante o envio da viatura mesmo se a ligação cair. Sobre o vídeo, a regra é mostrar apenas o que o atendente pediu, sem se aproximar do risco para conseguir a imagem.

Para os dois grupos, há uma proteção contra fraude que precisa ser reforçada. O pedido de vídeo só aparece durante uma chamada que a própria pessoa fez para o número de emergência. Nenhum atendente legítimo ligará antes pedindo que a vítima abra a câmera. Qualquer contato nesse formato deve ser tratado como tentativa de golpe.

Quem é a RapidSOS

A empresa que viabiliza o recurso é uma startup de Nova York fundada em 2012 por Michael Martin e Nicholas Horelik. A origem é pessoal: o pai de Martin caiu do telhado de casa, fraturou o pulso e o quadril, não conseguiu completar uma chamada ao 911 pelo celular e ficou exposto ao frio até a mulher chegar e ligar por um telefone fixo. Depois, já morando em Nova York, Martin foi seguido por um assaltante e percebeu como é difícil, no meio de uma emergência, pegar o telefone, discar e explicar quem é, onde está e o que está acontecendo.

O primeiro produto foi o aplicativo Haven, que mostrava a localização de familiares em tempo real e permitia acionar o 911 em nome de outra pessoa. A empresa depois abandonou a dependência de aplicativo: hoje envia dados de emergência aos atendentes sem que o usuário precise instalar nada.

O que a RapidSOS faz, na prática, é operar uma camada de dados entre dispositivos conectados e o socorro. Ela recebe informação gerada por celulares, carros, relógios e sensores, aplica ciência de dados e traduz esse conteúdo em algo que o atendente consiga usar em segundos. A escala declarada é grande: mais de 600 milhões de dispositivos conectados a mais de 15 mil agências de primeiros socorros. A empresa afirma cobrir mais de 99% da população dos Estados Unidos.

Os recursos que alimentam o sistema vêm de fontes que já estão no cotidiano das pessoas: relógios inteligentes capazes de detectar quedas e traumas, carros que informam localização e identificam colisões, sistemas residenciais que transmitem dados sobre incêndio e plataformas de saúde que monitoram pessoas vulneráveis.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

Redação ToqueTec

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

26 de agosto de 2026

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