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A fronteira entre moda, arte e produto fica cada vez mais difícil de definir à medida que novas tecnologias ampliam o campo da criação
Créditos: Pixabay
Não existe crime perfeito. Nem privacidade total. O que você escreveu ainda está por aí em algum lugar
O caso das mensagens de visualização única recuperadas no inquérito do Banco Master expôs, de forma brutal, algo que peritos sabem há anos: o celular lembra de muita coisa que o dono acha que sumiu, e as ferramentas forenses conseguem explorar bem esse “esquecimento imperfeito”.
Existem muitos softwares utilizados pelas forças policiais de todo o mundo para recuperação de mensagens quando o tema é combater atividades suspeitas de serem criminosas. No Brasil, nos últimos dias, uma marca apareceu em destaque. Mas como ela funciona?
A Cellebrite é um conjunto de equipamentos e programas usados por forças de segurança, com ordem judicial, para vasculhar celulares, tablets e outros dispositivos. Ela não é “um app”, mas uma solução profissional de perícia digital. Claro que ela é usada em casos policiais e de segurança.
O passo a passo de sua utilização é simples, mas depende da ação humana:
As opções mais comuns são:
Cópia integral da memória
Na extração física, o programa gera uma imagem da memória do aparelho, um arquivo gigantesco que representa tudo o que está gravado naquele chip, sem filtro humano. É como clonar um HD inteiro.
Cada aplicativo guarda suas informações em arquivos próprios. São bancos de dados de mensagens, listas de contatos, pastas internas de mídia, cachês, caches, miniaturas e outros. O software forense sabe onde estes arquivos costumam ficar em Android e iOS e como cada aplicativo organiza as tabelas. Mas a maior indagação é sobre os arquivos apagados. Nesses casos o software faz a leitura dos arquivos apagados. É quase que perseguir um fantasma real. Sempre existe algo.
Apagar não é, de fato, apagar. É como se o que sumisse fosse o endereço daquela informação. Ela está lá, mas pode ser entendida como espaço livro. Outra informação pode ocupar aquele espaço. Enquanto isso não acontece ela pode ser localizada, lida e copiada.
A ferramenta, com a imagem completa, varre justamente esses espaços que o sistema diz estarem vazios, buscando fragmentos de textos, fotos, vídeos, áudios, documentos e rascunhos.
Uma enorme colcha de retalhos de dados surge e deve ser reconstruída. É um quebra cabeça que o software vai organizar a partir de datas e outras referências internas. Isso gera uma camada visual que reconstrói conversas, mostra fotos na linha do tempo, agrupa buscas feitas, ligações, trajetos e metadados.
Mensagens de visualização única, como certas fotos e vídeos em aplicativos de chat, vendem a ideia de “ver e sumir”. Do ponto de vista técnico, porém, elas são criadas, salvas temporariamente, criptografadas, transmitidas, recebidas e exibidas. Depois da visualização, o aplicativo tenta apagar o arquivo e os metadados associados.
O ponto fraco é que o banco de dados do app pode manter um registro de que houve aquela troca: quem enviou, para quem, quando, de qual aparelho, qual o tipo de arquivo. Como se vê, o rastro de dados é enorme. É decifrável. Além disso, fragmentos de arquivos podem permanecer em memórias, pastas temporárias, miniaturas e backups nos equipamentos e em nuvens.
Se um backup automático foi feito antes da exclusão completa, essa versão com o arquivo ainda presente fica registrada em outro lugar.
Mesmo fora de uma perícia, há vários lugares onde aquilo que você apagou ainda pode estar:
E-mails têm uma característica importante: o original vive no servidor do provedor. Quando você exclui pelo app do celular, normalmente está só dando um comando ao servidor. Em caixas IMAP, a mensagem pode continuar no servidor por um bom tempo.
Na prática, três ideias ajudam a calibrar a expectativa:
Então fica aqui um conselho e uma lembrança. Não existe crime perfeito. Nem privacidade total. O que você escreveu ainda está por aí em algum lugar. O melhor é pensar bem antes de mandar uma mensagem que, depois, pode causar arrependimento pessoal ou coisa pior.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
19 de março de 2026LifesTec
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