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Entre a vitrine e o museu, a moda busca seu lugar nas artes
A fronteira entre moda, arte e produto fica cada vez mais difícil de definir à medida que novas tecnologias ampliam o campo da criação
Créditos: Freepik
A cabine do carro caminha para se tornar um ambiente cheio de sensores. Rosto, voz, postura, batimentos, direção do olhar, padrão de condução e resposta ao volante podem ser usados para aumentar a segurança
A segurança dos carros não está mais concentrada apenas na carroceria, nos freios, nos airbags e no cinto. Uma nova camada tecnológica passou a olhar para dentro da cabine. Câmeras, sensores e Inteligência Artificial monitoram sinais do motorista para identificar sono, distração, mal-estar, possível embriaguez e ausência de resposta ao volante.
Toquetec explica como funcionam os sistemas de monitoramento do motorista, quais marcas já usam recursos desse tipo, o que muda para quem dirige e quais cuidados o consumidor deve ter ao comparar carros novos com pacotes ADAS, sigla usada para sistemas avançados de assistência à condução.
O monitoramento do motorista, também chamado de Driver Monitoring System, é um conjunto de câmeras, sensores e algoritmos que acompanha o comportamento de quem está ao volante. A função principal é identificar sinais de risco antes que eles virem acidentes.
A câmera interna costuma ficar na coluna de direção, no painel ou próxima ao quadro de instrumentos. Ela observa rosto, olhos, pálpebras, direção do olhar, movimentos de cabeça e postura. Com visão computacional, o carro consegue perceber padrões associados a fadiga, distração, sonolência ou ausência de atenção.
Em sistemas mais simples, o veículo apenas emite alerta visual ou sonoro. Em sistemas mais avançados, o monitoramento conversa com assistente de faixa, frenagem autônoma e controle de cruzeiro adaptativo. Assim, se o motorista não reagir, o carro pode tentar reduzir o risco.
A detecção de sono é uma das aplicações mais comuns. O carro analisa sinais como olhos fechando por tempo prolongado, piscadas lentas, bocejos repetidos, cabeça caindo, olhar fora da pista e movimentos bruscos de correção no volante.
Quando identifica fadiga, o sistema pode sugerir uma pausa, emitir alerta no painel, acionar aviso sonoro, vibrar o volante ou reforçar a atuação de outros assistentes. A Toyota, por exemplo, descreve um sistema com câmera acima do volante para monitorar a atenção e condição do motorista, usando essas informações também para melhorar o funcionamento do Emergency Driving Stop System, que pode atuar se houver falta de resposta do condutor.
Esse tipo de recurso é especialmente importante em rodovias. O sono ao volante costuma aparecer em viagens longas, madrugada, retorno de feriados e rotina de motoristas profissionais. Um alerta pode ser suficiente para evitar saída de pista, colisão traseira ou invasão de faixa contrária.
O carro conectado não observa apenas cansaço. Ele também tenta identificar distração. Olhar muito tempo para o celular, virar o rosto para conversar, mexer no painel ou ignorar a via são comportamentos que podem ser detectados por câmeras internas.
Em alguns modelos, o sistema diferencia uma olhada rápida no retrovisor de uma perda real de atenção. Essa capacidade depende da qualidade da câmera, do software e da integração com os demais sensores do veículo.
Marcas como Mercedes-Benz, BMW, Volvo, Volkswagen, Toyota, Hyundai, Honda, GM e Stellantis já oferecem, em diferentes níveis e mercados, alertas de fadiga, assistente de permanência em faixa, frenagem autônoma de emergência e controle de cruzeiro adaptativo. Nem sempre todos os recursos vêm juntos. Por isso, o consumidor precisa ler a lista de equipamentos de cada versão, e não apenas confiar no nome comercial do pacote de segurança.
A detecção de motorista sob efeito de álcool ou drogas é uma das áreas mais sensíveis. Em alguns países, já existem dispositivos que impedem a partida do carro se o bafômetro integrado detectar álcool acima do limite. Em geral, esses sistemas aparecem em programas judiciais para motoristas reincidentes ou em frotas específicas.
A próxima etapa é menos invasiva. Pesquisas e projetos regulatórios investigam tecnologias capazes de detectar condução prejudicada por câmeras, sensores de comportamento e dados do próprio veículo. A NHTSA, agência de segurança viária dos Estados Unidos, publicou relatório sobre tecnologias avançadas de prevenção à direção sob efeito de álcool e outras formas de incapacidade, incluindo monitoramento do motorista e sistemas de detecção.
Na prática, a IA pode comparar acelerações bruscas, frenagens erráticas, zigue-zague, correções excessivas e demora de reação. Esses sinais não provam, sozinhos, uso de álcool ou drogas. Mas podem indicar que o motorista está incapaz de dirigir com segurança.
Outra frente importante é a resposta a mal súbito. Se o motorista desmaia, sofre uma crise, adormece profundamente ou deixa de responder, alguns sistemas conseguem iniciar uma sequência de proteção.
O carro emite alertas. Se não houver reação, pode manter a faixa quando possível, reduzir velocidade, ligar o pisca-alerta e parar gradualmente em local mais seguro. Essa função ainda depende do conjunto de sensores, da sinalização da via e do nível de assistência disponível.
O objetivo não é transformar o carro em autônomo. É necessário criar uma última camada de proteção quando o condutor perde a capacidade de controlar o veículo. Para famílias, idosos, motoristas profissionais e pessoas com histórico de saúde delicado, esse recurso pode ganhar relevância na decisão de compra.
A chamada automática de emergência também faz parte dessa nova segurança conectada. Na Europa, o sistema eCall liga automaticamente para o número 112 em caso de acidente grave e envia a localização do veículo aos serviços de emergência.
A lógica é reduzir o tempo de resposta. Em uma colisão forte, os ocupantes podem ficar inconscientes ou sem acesso ao celular. Com o eCall, o carro aciona socorro e informa onde ocorreu o acidente. Sistemas semelhantes aparecem em serviços conectados de várias montadoras, com centrais próprias, botão de emergência e comunicação por voz dentro do veículo.
No Brasil, recursos desse tipo já aparecem em alguns modelos e serviços de conectividade, embora a disponibilidade varie por marca, versão, assinatura e região. Antes de comprar, vale perguntar se o carro tem chamada de emergência automática, botão SOS, central 24 horas e envio de localização.
No transporte profissional, a cabine monitorada já é realidade. Empresas de ônibus, caminhões, logística e aplicativos usam câmeras internas, telemetria e IA para detectar fadiga, uso de celular, distração, bocejos, olhos fechados e direção agressiva.
Nesses casos, o sistema envia alerta para o motorista e para a central da empresa. Também gera relatórios de comportamento, ranking de risco e histórico de eventos. A vantagem é reduzir acidentes e custos operacionais. O ponto delicado é a privacidade do trabalhador.
Tecnologia que salva vidas também pode virar ferramenta de vigilância abusiva. Por isso, empresas precisam ter regras claras sobre quem acessa as imagens, por quanto tempo os dados ficam armazenados e como as informações são usadas.
A cabine do carro caminha para se tornar um ambiente cheio de sensores. Rosto, voz, postura, batimentos, direção do olhar, padrão de condução e resposta ao volante podem ser usados para aumentar a segurança. O potencial é grande: menos acidentes por sono, menos direção sob efeito de álcool, resposta mais rápida a emergências e apoio constante a motoristas profissionais.
Mas o avanço precisa vir com limites. O motorista deve saber quando está sendo monitorado, quais dados são coletados, quem recebe essas informações e como pode desativar ou controlar parte dos recursos.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
22 de junho de 2026LifesTec
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