Cuidado em Família
Brinquedos com IA já fazem parte do cotidiano infantil. Como lidar com isso?
Tecnologia interativa avança em bonecos, robôs educativos e jogos que se adaptam ao comportamento das crianças
Créditos: Pixabay
Ao trazer IA para brinquedos que dependem de toque, papel, cor e presença física, Mirumi e Stickerbox sugerem um caminho em que tecnologia não substitui a brincadeira, mas cria mais pontos de contato entre imaginação, afeto e cotidiano dentro de casa
O ToqueTec mostra como a inteligência artificial está saindo das telas para entrar na prateleira de brinquedos. Em vez de mais tempo de scroll, novas propostas miram emoção, imaginação e atividades manuais, especialmente dentro de casa. Dois exemplos que ganharam destaque recente são o Mirumi, um minirobô “de bolso”, e o Stickerbox, uma impressora de adesivos guiada por voz.
Mirumi é um pequeno robô peludo criado pela japonesa Yukai Engineering para ser preso a bolsas, mochilas ou suportes em casa. Ele reage a sons, movimento e toque: vira a cabeça com um olhar tímido, se “esconde” quando alguém se aproxima e responde a carinhos com gestos sutis, num comportamento pensado para provocar empatia e sensação de companhia.
Em vez de conversar como assistentes virtuais, Mirumi aposta em microexpressões e movimentos simples, guiados por algoritmos que interpretam estímulos e acionam padrões de reação. A proposta é oferecer uma forma de presença emocional leve, que pode ficar em um cantinho do quarto, na escrivaninha de estudos ou acompanhando a criança na mochila.
O robô foi apresentado na CES 2025 e entrou em financiamento coletivo no fim de 2025, com preço de cerca de 70 dólares (cerca de 370 reais) para apoiadores iniciais e entrega estimada a partir de abril de 2026. A versão final deve ficar em uma faixa próxima disso, a depender da campanha e da produção em escala.

Créditos: Divulgação
Legenda: O boneco Mirumi
Se Mirumi explora emoção, Stickerbox explora criatividade. O brinquedo, criado pela startup Hapiko, é uma pequena caixa vermelha de cerca de 9,5 cm, com tela em preto e branco e um botão grande escrito “press to talk”. A criança fala um comando como “um gato astronauta comendo pizza na Lua” e, em segundos, a inteligência artificial converte a descrição em um desenho de contorno, que é impresso como adesivo em papel térmico.
O aparelho custa em torno de 530 reais e vem com três rolos de papel, o que rende cerca de 180 adesivos, além de lápis de cor para colorir. Os rolos extras saem por cerca de 32 reais por pacote com três unidades. Não há tinta: a impressão é térmica, em preto e branco, e o foco está em imaginar, imprimir e depois colorir e colar as criações.
Na prática, Stickerbox transforma o celular em coadjuvante. A interação principal é com a caixa física e com o papel: pensar ideias, ver o desenho nascer, colorir à mão, colar em cadernos, paredes, brinquedos ou até em projetos de artesanato em família.

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Legenda: O brinquedo Stickerbox
Os dois produtos mostram um caminho diferente de uso da inteligência artificial com crianças, adolescentes e, talvez para jovens adultos. Em vez de prender o olhar em telas, a tecnologia fica “escondida” dentro de objetos físicos que incentivam outras formas de interação. No Brasil, há anos, houve uma febre de bichinhos de pelúcia que atingia diversas faixas etárias e ficavam agarradinhos em mochilas. A diversão dos cards pode chegar a eventos onde uma pessoa descreva uma cena e ela seja impressa. Pode ser até mesmo um identificador moderninho: você ganha um sticker com sua imagem na hora.
No caso do Mirumi, a IA ajuda a interpretar estímulos e reagir de forma mais orgânica, criando microinterações que podem confortar, divertir e até ajudar em momentos de estudo ou descanso, como uma presença silenciosa no ambiente. Com outras pessoas com grupo usando, as interações podem gerar conversas divertidas.
Com o Stickerbox, o impacto é direto: a possibilidade de treinar linguagem ao formular pedidos, exercita imaginação ao criar cenas e, quando o adesivo sai, trabalha coordenação motora e foco ao colorir e colar.
Ao trazer IA para brinquedos que dependem de toque, papel, cor e presença física, Mirumi e Stickerbox sugerem um caminho em que tecnologia não substitui a brincadeira, mas cria mais pontos de contato entre imaginação, afeto e cotidiano dentro de casa.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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