Ford lança carregadores mais baratos para usar carro elétrico como bateria doméstica
Novos dispositivos permitem que a picape elétrica Fathom abasteça residências e participe de programas de fornecimento de energia à rede; preços partem de US$ 650, sem instalação
Os carros da Ford deixam de atuar apenas como meios de transporte e passam a integrar a infraestrutura elétrica de residências e redes de distribuição
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Em 27/10, a Ford revelou dois novos carregadores para veículos elétricos, visando ampliar a funcionalidade bidirecional V2X.
Os dispositivos prometem ser mais econômicos que as primeiras gerações, facilitando a adoção da tecnologia Vehicle‑to‑Everything.
A picape elétrica Fathom, prevista pela montadora, poderá fornecer mais de 10 kW para residências, sustentando aparelhos essenciais por cerca de meio dia.
A iniciativa busca transformar os VEs em fontes de energia, aumentando a autonomia e a segurança energética dos consumidores.
A Ford anunciou nesta terça-feira (27) dois novos carregadores para veículos elétricos (VEs) que tornam mais acessível o uso de baterias automotivas para abastecer residências e fornecer eletricidade à rede. A iniciativa acompanha o desenvolvimento da picape elétrica Fathom, que poderá funcionar como uma fonte de energia para a casa e ajudar a reduzir os gastos com eletricidade.
Os equipamentos utilizam a tecnologia Vehicle-to-Everything (V2X), que permite o fluxo de energia do veículo para sistemas externos. Com preços inferiores aos dos dispositivos de primeira geração da montadora, as soluções buscam ampliar o acesso ao carregamento bidirecional, que transforma o carro elétrico em uma unidade móvel de armazenamento de energia.
A tecnologia V2X permite que um veículo elétrico forneça eletricidade a diferentes destinos. Entre as aplicações estão o Vehicle-to-Home (V2H), voltado ao abastecimento de residências, e o Vehicle-to-Grid (V2G), que possibilita o envio de energia de volta à rede elétrica.
Segundo a Ford, a Fathom poderá fornecer mais de 10 kW de potência para uma residência. A capacidade pode manter equipamentos essenciais, como geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, em funcionamento por cerca de 12 horas durante uma interrupção no fornecimento de energia, dependendo do consumo doméstico e da carga disponível na bateria.
Além de servir como fonte de energia emergencial, o veículo poderá ajudar a reduzir a conta de luz. A proposta é carregar a bateria nos períodos em que a eletricidade custa menos e utilizar a energia armazenada quando as tarifas estiverem mais altas.
Ford reduz o preço dos carregadores bidirecionais
A montadora apresentou duas soluções para integrar o veículo à infraestrutura elétrica residencial. A primeira, chamada Home Power Station, permite carregar a Fathom e devolver energia à casa. O equipamento tem preço estimado de US$ 650, cerca de R$ 3,2 mil, o que representa uma redução aproximada de 50% em relação ao carregador bidirecional de primeira geração da Ford.
A segunda opção é o Home Backup Power, um pacote que reúne o carregador e um painel de backup residencial. O sistema permite que o veículo abasteça parte ou toda a casa durante apagões, conforme a configuração da instalação. O preço estimado é de US$ 2,1 mil, aproximadamente R$ 10,5 mil, cerca de 60% abaixo do valor do produto anterior.
Os preços anunciados não incluem a instalação, que pode elevar significativamente o investimento. Em sistemas bidirecionais, os custos de instalação podem chegar a US$ 10 mil, ou cerca de R$ 50 mil, dependendo das adaptações necessárias na rede elétrica da residência.
A Ford ainda não divulgou parcerias com instaladores. Em declaração à TechCrunch, a empresa informou que apresentará mais detalhes posteriormente.
Instalação e consumo influenciam o uso doméstico
A capacidade de abastecer uma residência depende não apenas da bateria do veículo, mas também das características da instalação elétrica e do consumo dos equipamentos conectados. Aparelhos como geladeiras e sistemas de ar-condicionado podem exigir picos elevados de potência no momento da partida.
Dispositivos conhecidos como soft starters, que reduzem o pico de corrente durante a inicialização de determinados equipamentos, podem ajudar a contornar essa demanda. No entanto, sua adoção também representa um custo adicional.
Por isso, o aproveitamento da bateria do veículo como fonte de energia doméstica depende de uma avaliação técnica que considere a potência disponível, os equipamentos que deverão permanecer ligados e a duração desejada do fornecimento.
Carros elétricos podem integrar usinas virtuais de energia
Os dois carregadores também permitirão que proprietários da Fathom participem de virtual power plants (VPPs), ou usinas virtuais de energia. Esses sistemas conectam dispositivos distribuídos de armazenamento, como baterias residenciais e veículos elétricos, e coordenam seu uso por meio de software para atender às necessidades da rede elétrica.
Com o crescimento da demanda por eletricidade, inclusive em razão da expansão de centros de dados voltados à inteligência artificial, as usinas virtuais são uma das alternativas exploradas para ajudar a equilibrar a oferta e o consumo de energia.
Ao aderir a esses programas e manter o veículo conectado, o proprietário poderá disponibilizar eletricidade à rede e receber pagamentos pela participação. A Ford não informou quanto os usuários da Fathom poderão ganhar, mas a remuneração pode superar US$ 1 mil por ano, cerca de R$ 5 mil, conforme as condições da rede e o nível de participação.
A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo da indústria automotiva para explorar as baterias dos veículos elétricos como recursos de armazenamento de energia. Nesse modelo, os carros deixam de atuar apenas como meios de transporte e passam a integrar a infraestrutura elétrica de residências e redes de distribuição.
A Ford estima que o preço inicial da Fathom será de US$ 28,3 mil, aproximadamente R$ 141,5 mil.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec