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Entre a vitrine e o museu, a moda busca seu lugar nas artes
A fronteira entre moda, arte e produto fica cada vez mais difícil de definir à medida que novas tecnologias ampliam o campo da criação
Créditos: Pixabay
A história da Xiaomi é especialmente interessante porque ela traduz uma mudança mais ampla: a tecnologia de consumo e a indústria automotiva estão se fundindo
Em janeiro deste ano, o Xiaomi YU7 foi o carro mais vendido no varejo chinês, com 37.869 unidades. Logo atrás aparecem o Geely Boyue L, com 29.434, e o Geely Geome Xingyuan, com 28.146. Os números mostram uma guinada e a confirmação da Xiaomi como um forte competidor.
No Brasil, a marca é mais familiar no pulso, na mesa ou na mochila: smartbands, smartwatches, tablets, smartphones, fones de ouvido, aspiradores, câmeras e itens de casa conectada ajudam a construir essa presença. O consumidor brasileiro está acostumado a pensar na Xiaomi como empresa de eletrônicos pessoais. O que a China mostra agora é que, por lá, a marca já está disputando também a garagem.
A entrada da Xiaomi em veículos é relativamente recente, mas foi planejada com ambição desde o início. A empresa anunciou oficialmente sua incursão no setor de veículos elétricos em março de 2021, como parte de uma expansão estratégica para além dos eletrônicos de consumo. Na ocasião, o fundador e CEO Lei Jun afirmou que a operação seria estratégica para os negócios e exigiria investimento inicial pesado e visão de longo prazo. Em outras palavras: não era uma ação de marketing, nem um experimento periférico. Era a tentativa de transformar o carro em mais uma peça do ecossistema conectado da marca.
O primeiro grande passo concreto veio com o Xiaomi SU7, lançado oficialmente em março de 2024. Foi esse sedã que colocou a Xiaomi no mapa da indústria automotiva global. A empresa o apresentou não apenas como um elétrico competitivo, mas como uma extensão de sua lógica de integração entre hardware, software e experiência digital. O SU7 chamou atenção por desempenho, autonomia, e integração com o ecossistema HyperOS. O lançamento superou desconfianças e provou que a Xiaomi podia fazer mais do que um carro de marca de celular.
Se o SU7 foi a estreia que legitimou a marca, o YU7 virou o produto que mostrou escala e apelo de massa. A Xiaomi lançou oficialmente as vendas do SUV em junho de 2025. A combinação de preço competitivo, apelo tecnológico e marketing agressivo ajudou a transformar o SUV no grande fenômeno comercial do começo de 2026.
Esse avanço não acontece isoladamente. Ele é parte de um mercado chinês em que a competição doméstica ficou brutalmente sofisticada. Marcas como BYD, Geely, Nio, Xpeng e agora Xiaomi operam em um ambiente de escala enorme, desenvolvimento acelerado e forte integração entre software, bateria, eletrônica e experiência digital.. Antes, o carro chinês precisava provar que era “bom o bastante”. Agora, em muitos segmentos, as marcas chinesas disputam com a vantagem de serem mais rápidas, mais ajustadas ao gosto local e mais agressivas em preço e tecnologia.
A história da Xiaomi é especialmente interessante porque ela traduz uma mudança mais ampla: a tecnologia de consumo e a indústria automotiva estão se fundindo. Uma marca que o brasileiro conhece por pulseiras inteligentes, celulares e tablets agora mostra que também quer transformar o carro em plataforma digital. Isso ajuda a explicar por que a entrada da Xiaomi em veículos desperta curiosidade mesmo antes de qualquer operação local. Não se trata só de mobilidade. Trata-se do ecossistema da marca aplicada ao automóvel.
Dimensões e carroceria
Motorização e desempenho
Bateria, autonomia e recarga
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
27 de março de 2026LifesTec
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