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Entre algoritmos e afeto: a nova era das experiências de marca
Em 2026, marcas equilibram dados, tecnologia invisível e sensorialidade para criar experiências mais humanas, relevantes e memoráveis
Créditos: sharkolot/Pixabay
O ambiente social, as dificuldades de relacionamento impulsionam para uma vida mais solitária
Viralizou na China um aplicativo apelidado de “Você está vivo?”. O pano de fundo é o a existência de cerca de 200 milhões de pessoas vivendo sozinhas no País. Para esse público, um sistema simples de confirmação periódica pode reduzir o tempo até alguém perceber um mal súbito, uma queda ou um acidente doméstico. ToqueTec conta como o aplicativo funciona. E comprova que a solidão pode ser uma epidemia preocupante.
A lógica é simples. O usuário escolhe um intervalo para “dar sinal de vida” e define um contato de emergência. Se o prazo estourar, o app dispara uma notificação ou mensagem para o contato, pedindo verificação. Não é um smartwatch, não tem dados sobre sua saúde nem nada de lúdico. Ele mede presença digital e transforma isso em rotina. O efeito psicológico é ambíguo: para alguns, traz segurança; para outros, adiciona ansiedade por “ter que confirmar”.
A ideia de “checagem de vida” não é nova. Há serviços de dead man’s switch (gatilho de ausência), automações que enviam mensagens se você não confirmar e recursos nativos de segurança que compartilham avisos com contatos.
A versão inicial ficou conhecida por um nome, no mínimo, chocante. Algo como, na tradução para o português, “Você está morto?”. A mudança de nome para “Demumu” foi anunciada como tentativa de tornar o serviço mais “global” e menos chocante. Esse choque, porém, ajudou a espalhar a história. O app chegou ao topo dos rankings de apps pagos na loja da Apple na China. Ele tem um custo: cerca de 5,5 reais.
O público mais óbvio é quem mora sozinho: idosos, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores em grandes cidades e qualquer um com uma rede de apoio distante. Também pode fazer sentido para quem viaja a trabalho e passa noites em hotel, ou para quem mora em regiões onde emergências demoram. A importância aumenta quando o contato de confiança combina um protocolo: “se não houver check-in, eu ligo; se não atender, eu aciono vizinho ou familiar”.
Mas surgiu um público não previsto: jovens vivendo sozinhos que embarcam no uso por segurança. Mas também como uma espécie de corrente de uso que une tecnologia a um certo mal-estar social. Segmentos da juventude perdem perspectiva de futuro, que aparece muitas vezes como sombrio. O ambiente social, as dificuldades de relacionamento impulsionam para uma vida mais solitária. Mergulhados na tecnologia, a tendência é incorporarem comportamentos estranhos para a maioria das pessoas. Mas que ganham contornos da linguagem para a sociedade, caminhos de uma comunicação sobre o estranhamento da vida.
O benefício é tempo. Em emergências domésticas, minutos importam. O limite é que o app não detecta nenhum acontecimento. Detecta ausência. Se o usuário ficar inconsciente, funciona. Se estiver com problemas mas confirmar por hábito, pode ocultar um problema.
Qualquer ferramenta de checagem envolve confiança. Se o contato de emergência for alguém controlador, o recurso pode virar monitoramento. Por isso, vale usar contatos de confiança e entender que dados ficam registrados: horários, padrões de atividade e, em alguns serviços, localização. A regra é simples: configure intervalos realistas (nem curtos demais, nem longos demais) e revise quem recebe alertas.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
2 de fevereiro de 2026LifesTec
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