menu

Tecnologia & Inovação

Apple e Alibaba se unem para IA personalizada na China

Em um movimento que contraria o cenário de atrito entre Washington e Pequim, a Apple está desenvolvendo uma inteligência artificial proprietária para o mercado chinês, contando com a colaboração de gigantes locais como Alibaba e Baidu

Por: Redação ToqueTec

Créditos: Divulgação

Os movimentos recentes da Apple na China representam um esforço notável para uma empresa estrangeira no país

00:00
Modo claro
Modo escuro
A+ A-
  • Apple firmou parceria com Alibaba (e Baidu) para criar um modelo de IA próprio voltado ao mercado chinês.
  • O modelo está sendo treinado localmente para atender às regulamentações da China e às preferências dos usuários.
  • A iniciativa altera a estratégia da Apple, que antes usava modelos de terceiros nos dispositivos vendidos no país.
  • A colaboração ocorre em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e China, visando preservar a presença da Apple na região.

A Apple está implementando uma mudança estratégica significativa em sua atuação na China, um de seus mercados mais importantes fora dos Estados Unidos. A empresa está desenvolvendo e treinando um modelo de inteligência artificial (IA) especificamente para o público chinês, em parceria com companhias locais de tecnologia. Essa iniciativa visa adaptar a oferta de IA da Apple às particularidades do mercado e às regulamentações do País, ao mesmo tempo em que navega por um cenário geopolítico complexo, marcado pelo aumento das tensões entre os Estados Unidos e a China.

Navegando o cenário geopolítico

A aproximação entre empresas americanas e chinesas tem se tornado menos comum devido às crescentes tensões entre os governos de Washington e Pequim, que afetam diversas áreas, incluindo o setor de tecnologia. Contudo, a Apple adota uma abordagem diferente. Segundo a agência Reuters, a fabricante do iPhone está treinando um modelo de linguagem de IA com o apoio de um parceiro local, o Alibaba. Essa colaboração representa uma alteração na estratégia da Apple, que atualmente depende de modelos de terceiros para alimentar os recursos de IA generativa em seus dispositivos vendidos na China. A IA generativa é uma categoria de inteligência artificial capaz de criar novos conteúdos, como textos, imagens ou códigos, a partir de dados existentes.

Leia também:

A Apple tem priorizado parcerias com empresas chinesas para integrar a IA em seus iPhones e outros produtos no País. Isso se deve ao fato de que modelos de IA americanos, como o Claude, da Anthropic, e o ChatGPT, da OpenAI, não estão disponíveis na China, seja por restrições regulatórias ou por decisões comerciais.

Desenvolvimento de IA adaptada e parcerias locais

A expectativa é que a Apple lance o Apple Intelligence, seu conjunto de ferramentas de IA, na China nos próximos meses. Um modelo próprio e adaptado ao mercado chinês oferece à Apple maior controle sobre a experiência de IA em seus dispositivos. Essa autonomia é crucial em um mercado onde a competição com marcas locais, que já oferecem aparelhos equipados com IA, é intensa.

A ausência de recursos de IA avançados nos iPhones chineses tem sido apontada como um fator que impacta negativamente as vendas da empresa no mercado local. Consumidores chineses têm demonstrado preferência por marcas nacionais que incorporam assistentes de IA em seus dispositivos. Como parte dessa estratégia, o Qwen, modelo de IA do Alibaba, será integrado à versão do Apple Intelligence presente em iPhones, iPads, Macs e Vision Pros compatíveis na China. O serviço também deve incorporar tecnologias da Baidu, outra empresa chinesa de destaque no setor.

Impacto no mercado e desempenho financeiro

No segmento de smartphones, a Huawei é um dos principais concorrentes da Apple na China. Dados da consultoria IDC indicam que a Huawei liderou as vendas de smartphones no mercado chinês no segundo semestre de 2026, com uma participação de 22,6%, um aumento em relação aos 18,1% registrados no ano anterior. Embora a Apple tenha apresentado um crescimento de 24,4% no mesmo período, sua participação de mercado também foi de 18,1%, comparado a 13,9% há um ano.

No terceiro trimestre fiscal da Apple, encerrado em 27/06, o desempenho na China foi um ponto de atenção. A receita de US$ 18,82 bilhões no País, apesar de um crescimento anual de mais de 22%, ficou abaixo das projeções, que apontavam para US$ 19,6 bilhões. No mesmo intervalo, a receita total da Apple foi de US$ 109,4 bilhões, em comparação com os US$ 94 bilhões reportados no período equivalente do ano anterior. O iPhone continua sendo a principal linha de produtos da empresa, gerando uma receita de US$ 54,2 bilhões, o que representa 49,5% do faturamento total.

Superando barreiras regulatórias

Os movimentos recentes da Apple na China representam um esforço notável para uma empresa estrangeira no país. Essa estratégia pode permitir à companhia superar obstáculos regulatórios complexos que têm limitado o acesso de outras empresas de tecnologia americanas. Se bem-sucedida, a Apple pode se tornar a primeira empresa a oferecer um modelo de IA proprietário na China com a aprovação do governo de Pequim.

Essa autorização foi concedida após um processo regulatório concluído recentemente. Em julho, a Cyberspace Administration of China, órgão regulador da internet no País, registrou o serviço de IA generativa da Apple, abrindo caminho para a chegada do Apple Intelligence aos iPhones chineses.

As ações da Apple registraram uma queda de 0,02% na Nasdaq por volta das 12h50 (horário local), cotadas a US$ 305,21, avaliando a companhia em US$ 4,4 trilhões. No acumulado do ano, os papéis da empresa apresentaram alta de 12,2%.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

Redação ToqueTec

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

16 de agosto de 2026

recomendadas