Baratas ciborgues. Isso não é uma alucinação da Inteligência Artificial
Pode parecer uma alucinação, brincadeira ou um roteiro de ficção científica. Mas uma startup alemã está colocando alta tecnologia em baratas e criando agente bioeletrônicos
A tecnologia central consiste em um dispositivo miniaturizado de apenas algumas gramas, fixado ao tórax do inseto
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Startup alemã SWARM Biotactics lançou mochilas eletrônicas para transformar baratas de Madagascar em bio-robôs de busca e salvamento.
O dispositivo de poucos gramas, fixado ao tórax do inseto, usa microeletrodos nas antenas para guiar o movimento através de controle remoto ou IA.
As mochilas incluem sensores de calor, composição química e mapeamento 3D, permitindo detectar sobreviventes e vazamentos em escombros.
A empresa recebeu investimento de 13 milhões de euros e atrai interesse da OTAN e das Forças Armadas alemãs, apesar de debates éticos sobre o uso de seres vivos.
O que para muitos é sinônimo de fobia, medo ou nojo, para a engenharia de precisão alemã tornou-se a próxima fronteira da robótica para realizar busca e salvamento. A startup SWARM Biotactics oficializou o lançamento de sua tecnologia de mochilas eletrônicas acopladas a insetos vivos, transformando Baratas-de-Madagascar em agentes bioeletrônicos capazes de infiltrar áreas inacessíveis a seres humanos e drones convencionais. Existem cerca de 4 mil espécies de baratas. A Barata-de-Madagascar é uma das maiores e chega a medir 7,6 cm.
O conceito, que parece saído de um roteiro de ficção científica, utiliza a biologia do inseto como plataforma. Ao contrário de robôs 100% mecânicos, que consomem bateria para cada centímetro de deslocamento, os bio robôs da SWARM utilizam a energia metabólica do próprio animal para se movimentar, o que garante uma autonomia operacional sem precedentes.
A tecnologia central consiste em um dispositivo miniaturizado de apenas algumas gramas, fixado ao tórax do inseto. Através de microeletrodos conectados diretamente às antenas, o sistema envia impulsos elétricos que mimetizam obstáculos físicos. Ao estimular o lado direito, a barata “sente” um bloqueio e vira à esquerda, permitindo que operadores humanos ou algoritmos de Inteligência Artificial guiem o enxame remotamente através de labirintos de escombros.
Sensores e Edge AI
Não se trata apenas de controle de movimento. As mochilas são equipadas com o que há de mais moderno em Edge AI. Os sensores integrados podem detectar:
Assinaturas Térmicas: Identificação de calor corporal de sobreviventes sob escombros.
Composição Química: Detecção de vazamentos de gás ou substâncias tóxicas em áreas industriais.
Mapeamento 3D: Através de ondas de rádio, o enxame consegue reconstruir digitalmente o interior de uma estrutura colapsada.
Com um investimento recente de 13 milhões de euros, a SWARM Biotactics já atraiu o olhar de órgãos de defesa da OTAN e das Forças Armadas da Alemanha (Bundeswehr). A promessa é de que esses “agentes biológicos” possam atuar em missões de reconhecimento silencioso, onde drones seriam facilmente detectados ou derrubados.
Apesar do entusiasmo técnico, a empresa enfrenta debates sobre a ética do uso de seres vivos. Em resposta, o CEO Stefan Wilhelm defende que a tecnologia é uma simbiose necessária. “Não estamos substituindo a natureza, estamos dando a ela um propósito que pode salvar milhares de vidas em desastres naturais”, afirmou Wilhelm em nota.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec