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Tecnologia & Inovação

Japão quer colocar 10 milhões de robôs com IA em operação até 2040

Estratégia nacional prevê robôs em 18 setores da economia para enfrentar o envelhecimento da população e a falta de trabalhadores

Por: Redação ToqueTec

A meta de 10 milhões de robôs representa uma aposta de grande escala na automação

Créditos: Divulgação

A meta de 10 milhões de robôs representa uma aposta de grande escala na automação

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  • O governo japonês planeja ter 10 milhões de robôs com IA em operação até 2040, abrangendo 18 setores econômicos.
  • A meta visa suprir a escassez de mão‑de‑obra causada pelo envelhecimento da população, que deve chegar a 35,3 % de idosos em 2040.
  • As áreas de aplicação incluem manufatura, logística, saúde, construção, varejo, segurança, produção de alimentos e cuidados de enfermagem.
  • Para viabilizar o plano, o Estado investirá em infraestrutura de dados e em tecnologia de IA física que permite aos robôs aprender e atuar em ambientes reais.

O Japão quer colocar cerca de 10 milhões de robôs equipados com inteligência artificial em operação até 2040. A meta faz parte de uma estratégia nacional para ampliar o uso da robótica em 18 setores da economia, em um momento em que o país enfrenta o envelhecimento da população e a crescente dificuldade das empresas para encontrar trabalhadores.

A iniciativa prevê aplicações em áreas como manufatura, logística, saúde, construção, varejo, segurança, produção de alimentos e cuidados de enfermagem. Para viabilizar a expansão, o governo pretende investir em infraestrutura de dados e em sistemas de IA física, tecnologia que permite aos robôs aprender e executar tarefas em ambientes reais.

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Um país com menos trabalhadores

A pressão demográfica ajuda a explicar a dimensão da estratégia. Segundo projeções da Organização das Nações Unidas (ONU), a população japonesa deve passar de 119,6 milhões de pessoas em 2030 para cerca de 112,2 milhões em 2040.

Ao mesmo tempo, a idade mediana da população deve chegar a 54 anos em 2040. Pessoas com 65 anos ou mais representariam 35,3% dos habitantes, aumentando a demanda por soluções capazes de complementar a força de trabalho humana, especialmente em setores como saúde e cuidados de idosos.

A ideia, portanto, não é concentrar os robôs em fábricas. A estratégia japonesa prevê uma presença mais ampla dessas máquinas no cotidiano, incluindo atividades de atendimento, transporte, limpeza, produção e assistência.

Robôs começam a sair dos laboratórios

Um exemplo dessa mudança é o D1, robô humanoide sobre rodas desenvolvido pela startup japonesa Zeals. Com 129 centímetros de altura, o equipamento utiliza uma câmera para reconhecimento facial e possui dois braços capazes de carregar até 5 quilos cada.

O D1 parte de 5 milhões de ienes, aproximadamente US$ 32 mil. A Zeals pretende produzir 100 unidades até março de 2027 e acumular 10 mil horas de operação em ambientes reais, em locais como hospitais, hotéis, fábricas, centros de logística e instalações voltadas ao cuidado de idosos.

Em um hospital de Nagoia, o robô já foi colocado à prova em uma área de alimentação. Entre as tarefas realizadas estavam orientar visitantes, recolher pratos e limpar mesas.

Para a empresa, colocar o D1 em situações reais é uma forma de coletar dados e entender como o equipamento se comporta fora de ambientes controlados. O aprendizado obtido durante essas operações também pode ajudar a identificar quais tarefas são efetivamente adequadas para robôs humanoides.

Experiência também vira parte do treinamento

Outro projeto japonês segue uma lógica semelhante. A empresa Kakuichi pretende colocar o humanoide Miyazawa Noah em operação a partir de abril de 2027.

A proposta é que o robô circule por diferentes departamentos da companhia, incluindo áreas de manufatura e vendas. Em vez de ser programado apenas para uma sequência específica de comandos, ele deverá aprender tarefas por meio da experiência acumulada durante a operação.

Esse modelo está relacionado ao avanço da chamada IA física, que busca conectar sistemas de inteligência artificial à capacidade de perceber o ambiente, tomar decisões e agir fisicamente sobre ele.

Robôs também criam novos riscos

A expansão da robótica começa a movimentar até mesmo setores que não estão diretamente envolvidos na fabricação das máquinas. É o caso do mercado de seguros, que passa a considerar os riscos associados à presença de robôs autônomos em ambientes comerciais e industriais.

A Mitsui Sumitomo Insurance fechou uma parceria com a Zeals para oferecer seguros aos usuários do D1. A cobertura considera riscos que vão além de acidentes físicos, incluindo danos materiais, ataques cibernéticos e vazamentos de dados.

Em julho, a seguradora também adquiriu participação em uma empresa japonesa especializada em IA física. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o comportamento desses sistemas e os riscos envolvidos em sua utilização.

A conta da robótica ainda precisa ser feita

A meta de 10 milhões de robôs representa uma aposta de grande escala na automação, mas seus efeitos econômicos ainda não estão definidos. O avanço da tecnologia precisará mostrar, na prática, se os equipamentos conseguem entregar ganhos de produtividade compatíveis com os custos de aquisição, operação e manutenção.

Também permanecem questões relacionadas à segurança, confiabilidade e proteção de dados. Quanto mais os robôs deixarem ambientes industriais controlados para atuar em hospitais, hotéis, lojas e outros espaços frequentados por pessoas, maior será a variedade de situações que precisarão ser consideradas.

Os testes previstos para os próximos anos devem fornecer parte dessas respostas. No Japão, a robótica deixa de ser apenas uma tecnologia associada ao futuro e passa a ser tratada como uma possível infraestrutura para lidar com um problema demográfico que já está presente no país.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

Redação ToqueTec

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

1 de outubro de 2026

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