ChatGPT ganha interface mais visual com o Intelligent UI
Nova interface da OpenAI transforma respostas em gráficos, mapas, diagramas e outros elementos interativos para facilitar a compreensão de assuntos complexos
A possibilidade de ajustar a interface acompanha a tentativa da OpenAI de tornar o chatbot mais acessível a um público amplo
00:00
A+A-
OpenAI lançou o Intelligent UI, nova interface visual para o ChatGPT, apresentada junto ao GPT‑6.
A ferramenta gera botões, calculadoras, gráficos interativos, diagramas e mapas adaptados ao contexto da solicitação.
O objetivo é facilitar a compreensão de conceitos complexos e ampliar o acesso a diferentes perfis de usuários.
Em demonstração a jornalistas, o ChatGPT criou diagramas explicando a sustentação de uma asa de avião, conforme pedido de um estudante.
A OpenAI anunciou o Intelligent UI, uma nova interface para o ChatGPT que amplia o uso de elementos visuais durante as conversas. Apresentada junto ao GPT-6, a novidade transforma o chatbot em uma experiência menos dependente de texto e permite que as respostas sejam acompanhadas por recursos que o usuário pode explorar e manipular.
A proposta vai além da inclusão de imagens nas conversas. O Intelligent UI poderá criar botões clicáveis, calculadoras personalizadas, gráficos interativos e editáveis, diagramas, mapas e outros elementos adaptados ao contexto de cada solicitação. Segundo a OpenAI, a ideia é tornar conceitos complexos mais fáceis de compreender e ampliar o acesso à ferramenta para diferentes perfis de usuários.
Durante uma demonstração para jornalistas, a empresa mostrou como o ChatGPT pode criar representações visuais rapidamente para explicar assuntos abstratos. Em um dos exemplos, um estudante universitário perguntou como uma asa de avião gera sustentação. A partir do comando, o chatbot criou diferentes diagramas para representar o fenômeno e explicar como uma aeronave consegue permanecer no ar.
Do texto aos elementos interativos
A mudança parte da ideia de que nem toda pergunta é melhor respondida com parágrafos. Aarush Selvan, gerente de produto da OpenAI, afirmou que, embora o ChatGPT tenha sido predominantemente baseado em texto, existem tarefas que podem ser mais bem atendidas quando a resposta vai além das palavras.
Os exemplos apresentados pela empresa incluem recursos visuais para explicar receitas, um diagrama sobre o funcionamento de uma bicicleta e um mapa para orientar uma trilha de vários dias. Em vez de simplesmente descrever cada etapa, o sistema pode organizar as informações de uma maneira visual e interativa.
A interface também poderá gerar ferramentas específicas para determinadas necessidades. Uma pessoa que queira organizar as próprias finanças, por exemplo, poderá receber uma calculadora personalizada de economia pessoal. Nesse caso, o usuário não apenas lê uma explicação, mas pode interagir diretamente com o recurso criado pelo chatbot.
Interface poderá se adaptar ao usuário
O Intelligent UI também será personalizável. Usuários que preferirem uma experiência mais próxima do ChatGPT tradicional poderão reduzir a quantidade de elementos visuais apresentados nas respostas.
A possibilidade de ajustar a interface acompanha a tentativa da OpenAI de tornar o chatbot mais acessível a um público amplo. Para quem aprende melhor por meio de representações gráficas, mapas ou diagramas, os novos recursos podem mudar a maneira de consultar a ferramenta. Para quem prefere respostas diretas em texto, a experiência poderá continuar mais próxima do formato atual.
A novidade será disponibilizada globalmente. Usuários dos planos Pro, Plus, Business e Enterprise terão acesso ao Intelligent UI junto ao lançamento do GPT-6. Para os planos Free e Go, a chegada está prevista para quinta-feira.
Com a mudança, a OpenAI amplia o papel do ChatGPT de uma ferramenta que responde perguntas para uma interface capaz de construir, em tempo real, diferentes formas de apresentar uma informação. A aposta é que, em vez de apenas explicar um assunto, o chatbot passe a criar a melhor maneira de explorá-lo.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec