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Tecnologia & Inovação

Criador do Orkut apresenta projeto de nova rede social “mais humana”

Projeto de Orkut Büyükkökten quer reconstruir a experiência das comunidades, mas ainda está na fase de reunir apoiadores

Por: Redação ToqueTec

A primeira comunidade do novo Orkut, curiosamente, pode ser formada antes mesmo de a rede existir a de pessoas que querem uma internet diferente

Créditos: Divulgação

A primeira comunidade do novo Orkut, curiosamente, pode ser formada antes mesmo de a rede existir a de pessoas que querem uma internet diferente

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  • Orkut Büyükkökten lançou, nesta quinta‑feira (8), campanha para criar nova rede social focada em comunidades e conexões reais.
  • A plataforma pretende iniciar pelas pessoas e interesses comuns, em vez de pelo feed tradicional.
  • O modelo remete à lógica do Orkut original, que permitia encontrar desconhecidos por afinidades específicas.
  • O objetivo é incentivar conversas, amizades e encontros presenciais, trocando a lógica de audiência por participação.

O Orkut ainda não voltou. Pelo menos, não como rede social. Nesta quinta-feira (8), Orkut Büyükkökten, criador da plataforma que marcou a internet brasileira nos anos 2000, abriu uma campanha para reunir pessoas interessadas em uma nova rede social baseada em comunidades, amizades e conexões entre pessoas reais.

A diferença é importante: quem entrar no site hoje não encontrará perfis antigos, scraps ou comunidades para participar. Também não poderá criar uma conta na futura plataforma. O que existe é uma espécie de manifesto acompanhado de uma campanha de apoio, em uma tentativa de descobrir quantas pessoas ainda querem uma experiência diferente daquela oferecida pelas grandes redes sociais.

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A proposta parte de uma crítica ao modelo que se tornou dominante na internet. Para Büyükkökten, plataformas passaram anos sendo desenvolvidas para capturar atenção, estimular engajamento, aumentar o tempo de permanência e transformar esse comportamento em publicidade. Agora, a inteligência artificial acrescenta outro problema: nem sempre é possível ter certeza de que existe uma pessoa real por trás de uma interação.

A comunidade volta a ser o ponto de partida

Em vez de começar pelo feed, a futura rede pretende começar pelas pessoas e pelos assuntos que elas têm em comum. A lógica lembra uma característica que ajudou a definir o Orkut original: a possibilidade de encontrar desconhecidos a partir de uma afinidade específica.

Büyükkökten cita situações simples para explicar a ideia. Poderia existir, por exemplo, uma comunidade formada por pessoas que consertam a mesma motocicleta, pegam a mesma linha de ônibus ou simplesmente não gostam de segundas-feiras.

O interesse em comum seria apenas o primeiro passo. A partir dele, a proposta é estimular conversas, amizades e encontros entre pessoas que talvez nunca se encontrassem em um feed convencional.

É daí que vem uma das frases centrais do projeto: “Num feed, você é plateia; numa comunidade, você é membro”. A ideia é trocar a lógica de audiência pela de participação.

O projeto também afirma que essas comunidades deveriam valorizar características como gentileza, curiosidade, amizade, confiança e pertencimento. São princípios menos mensuráveis do que curtidas ou minutos de tela, mas que Büyükkökten coloca no centro da experiência que pretende reconstruir.

IA, mas sem substituir a pessoa

A inteligência artificial não fica de fora dessa nova internet. A proposta prevê usar a tecnologia para ajudar usuários a conhecer novas pessoas, reencontrar amigos e até aprofundar relações existentes.

É uma abordagem diferente do discurso de substituição que acompanha parte do desenvolvimento de agentes de IA. Nesse caso, a tecnologia seria uma intermediária: ajudaria a aproximar pessoas, mas não ocuparia o lugar delas.

A discussão ganha peso justamente porque a própria IA é apontada pelo fundador como parte do problema atual das redes. Bots, deepfakes e conteúdos sintéticos podem dificultar a distinção entre uma interação genuína e uma experiência produzida artificialmente.

Por isso, a promessa de uma rede formada por “pessoas reais” levanta uma questão que o projeto ainda não respondeu: como essa autenticidade será verificada?

A parte que ainda não existe

É nesse ponto que a novidade desta quinta-feira termina. O site não apresenta uma interface da futura rede, não detalha suas ferramentas e ainda não explica como funcionariam a moderação ou a verificação de identidade.

Também não existe uma data de lançamento.

O formulário disponível no site serve para demonstrar apoio à ideia. Depois de participar, o usuário recebe um código e um cartão de apoiador que pode ser compartilhado com outras pessoas. A iniciativa, porém, não equivale à criação de uma conta e não reserva nome de usuário ou acesso à futura plataforma.

Os termos também deixam claro que se trata de uma campanha de pré-lançamento, sem compromisso de entregar um produto específico, em determinado mercado ou dentro de um prazo.

Não é uma restauração do Orkut de 2004

A nostalgia é inevitável, mas o projeto não promete simplesmente reabrir a antiga rede social. Não há anúncio de recuperação de perfis, fotos, recados ou comunidades que existiam antes do encerramento da plataforma original.

A referência ao antigo Orkut está principalmente na ideia de comunidade. O novo projeto parte de uma internet muito diferente daquela de duas décadas atrás, marcada por inteligência artificial generativa, algoritmos de recomendação e uma quantidade crescente de conteúdo produzido por máquinas.

Essa não é a primeira tentativa de Büyükkökten de criar uma alternativa às redes sociais dominantes. Em 2016, ele lançou o Hello no Brasil, plataforma que também tinha os interesses pessoais como elemento de conexão. Em 2022, o endereço do Orkut voltou a ser atualizado, quando o fundador afirmou que estava trabalhando em algo novo.

Agora, a proposta reaparece com um problema ainda mais contemporâneo: como construir uma rede social em que a tecnologia sirva para aproximar pessoas sem transformar a própria interação humana em produto?

A resposta de Büyükkökten começa pelas comunidades. Mas, por enquanto, elas ainda existem apenas como promessa. A primeira comunidade do novo Orkut, curiosamente, pode ser formada antes mesmo de a rede existir: a de pessoas que querem uma internet diferente.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

Redação ToqueTec

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

9 de outubro de 2026

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