A tecnologia mais interessante da Copa pode estar no seu guarda-roupa
Para além de bolas inteligentes e câmeras de IA, há uma tecnologia escondida no guarda-roupa dos torcedores da seleção brasileira: os tecidos inteligentes da PHŌS
A PHŌS entende que a marca que apresentar peças e tecidos com mais benefícios ou algo inovador acaba saindo na frente
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PHŌS, marca brasileira de activewear fundada por Gabriel Shimitt e Gabriela Melke, lançou em 2026 uma coleção especial pela participação do Brasil na Copa do Mundo.
As roupas utilizam tecidos com função antibacteriana e tratamento de aloe vera, que hidratam a pele durante o uso.
A coleção foi pensada para ser usada em casa, no estádio, em bares ou durante treinos, atendendo a diferentes situações de torcedores.
A iniciativa evidencia que, além da bola inteligente Trionda e do AI Referee View, a tecnologia da Copa também pode estar no guarda‑roupa dos consumidores.
A Copa do Mundo de 2026 é, inegavelmente, a mais inovadora da história. Realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, ela se consagra como o maior campeonato do mundo; não só pelo maior número de seleções participantes desde o início do torneio (48 no total), mas pela quantidade exacerbada de inovações que ela tem apresentado.
Algumas das tecnologias mais avançadas dessa Copa são a bola inteligente Trionda, equipada com chip, IA, bateria e um sensor de movimento que rastreia posição, velocidade e força a 500 vezes por segundo. Também tem o sistema AI Referee View (câmeras de IA na visão do árbitro), que reduz 60% da instabilidade e aumenta fluidez em 70% em imagens da Copa do Mundo. Mas, fora de campo, existe uma tecnologia que pode estar, neste momento, em um lugar inesperado: guardada na sua gaveta.
Isso porque a PHŌS, marca brasileira de activewear e alfaiataria fitness fundada por Gabriel Shimitt e Gabriela Melke, lançou a coleção “Move Like Brasil“, em comemoração à participação do país na Copa do Mundo de 2026. Mas mais que roupas pensadas para torcer pela seleção, as peças contam com tecnologias inovadoras na composição dos tecidos: desde a função antibacteriana até o beneficiamento do tecido com aloe vera, que hidrata a pele ao longo do uso das peças. “Quando a gente pensou nessa coleção da Copa, queria que as pessoas pudessem usar as peças tanto para assistir aos jogos em casa quanto para ir ao estádio, para ir a um barzinho ou até para treinar. A ideia era criar uma roupa que transitasse em todos esses ambientes”, conta Gabriela.
Não só bonito, não só tecnológico
Tecidos inteligentes já não são mais um grande diferencial – e a PHŌS sabe disso. Ana Carolina Miranda, estilista da marca, conta que, mais que apenas inovar na tecnologia, é essencial que as peças se encaixem no mundo fashion. “A gente aposta muito, para se diferenciar, porque hoje existem muitas marcas. A gente bate muito na questão dos tecidos tecnológicos, da modelagem e do design – a união das três coisas. Queremos entregar uma peça que tenha performance, mas que, ao mesmo tempo, siga essa tendência athleisure”, comenta.
Para ela, criar peças funcionais sem abrir mão do desejo, da identidade e do estilo passa, necessariamente, pela personalidade da marca. “Hoje a gente consegue fazer isso, e o próprio mercado pede isso. Como existe muita concorrência e o acesso à informação de moda ficou muito mais fácil, tudo isso acaba refletindo naturalmente na criação das coleções. A gente procura trazer muita informação de moda. Como eu falei, a PHOS é muito marcada pelos detalhes”, diz.
Créditos: Divulgação
Legenda: Peças da coleção “Move Like Brasil", da PHŌS
A roupa como skincare
A PHŌS entende que a marca que apresentar peças e tecidos com mais benefícios ou algo inovador acaba saindo na frente. Então, para entrar no páreo, eles apostaram e não um, mas três diferenciais tecnológicos: proteção UV, ação antibacteriana e hidratação para a pele. “Nessa coleção, usamos o tecido creora, que proporciona mais conforto, como um substituto da lycra. Ele também conta com tecnologia antibacteriana, ajuda a combater o odor e reduz a proliferação de bactérias – além da proteção UV, que é permanente, porque faz parte da construção do tecido”, conta Ana Carolina.
Mas, se só uma tecnologia pudesse ser destacada como diferencial, essa seria, sem dúvida, a presença do aloe vera. “O tecido recebe um beneficiamento com a planta, que libera nanopartículas conforme o uso. Esse acabamento proporciona hidratação, além de deixar o toque do tecido muito mais macio e confortável para a pele”, complementa. Isso significa que, durante o uso, com o atrito da pele, as nanopartículas de aloe vera presentes no tecido vão sendo liberadas e proporcionam uma sensação maior de maciez e conforto, além de cuidar da pele em contato com a peça. O tratamento mantém sua eficácia por aproximadamente 50 lavagens.
E não para por aí: a PHŌS continua buscando mais novidades para suas próximas coleções. “A gente vai lançar agora a coleção masculina com um tecido muito interessante para quem corre ou transpira bastante na academia. Ele tem uma tecnologia na trama que faz com que, quando a pessoa sua ou molha a roupa, o tecido não fique grudado no corpo. Ele continua soltinho. Isso elimina aquela sensação de desconforto”, revela a estilista.
Créditos: Divulgação
Legenda: Peças da coleção “Move Like Brasil", da PHŌS
O consumo de peças multifuncionais
Não é apenas para concorrer com outras marcas do mesmo nicho que a PHŌS investe em diferenciais tecnológicos para seus tecidos e roupas. A marca está também de olho no comportamento dos consumidores. “Eu acho que o avanço da tecnologia e o maior acesso à informação despertam não só a curiosidade, mas também a necessidade de as pessoas estarem sempre mais informadas sobre aquilo que estão consumindo. Então, isso faz bastante diferença”, afirma Ana Carolina.
O desafio, então, se torna a forma de pensar o processo criativo de uma coleção – e como equilibrar as áreas de moda e tecnologia. O ponto de partida, no fim das contas, acaba sempre sendo a personalidade da marca “É depois disso que incorporamos todas as tecnologias que os nossos parceiros oferecem. Os benefícios que esses parceiros trazem apenas agregam ao conceito que já pensamos desde o início – tudo começa no desenho. A gente só parte para a escolha do tecido depois de definir exatamente o que quer entregar”, finaliza.