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Do feito à mão ao high-tech: o novo luxo nasce no Nordeste

Em meio ao desgaste do fast fashion e à busca por produtos com identidade, marcas brasileiras transformam artesanato, tecnologia de materiais e saberes regionais em ativo global de desejo

Por: Clarissa Palácio

Créditos: Freepik

Em um mercado treinado para homogeneizar tudo, o raro volta a ser aquilo que ainda depende de alguém fazendo com as próprias mãos

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  • Estilista cearense Marina Bitu afirma que o luxo atual valoriza o processo artesanal e a história por trás da peça.
  • Relatório de tendências da Etsy para a primavera‑verão 2026 registra aumento significativo nas buscas por roupas de crochê, acessórios bordados e itens feitos à mão.
  • Forbes Brasil destaca que o handmade ganha destaque por representar o oposto da produção em massa, vinculando técnica, tempo e singularidade ao conceito de luxo.
  • O Nordeste brasileiro, impulsionado por iniciativas como a de Marina Bitu, passa a ocupar posição de referência no mercado de luxo, superando a mera inspiração exótica.
Por Clarissa Palácio

 

“Não vendemos só uma peça, mas um contexto, um processo, uma história.” A frase da estilista cearense Marina Bitu em entrevista exclusiva para o ToqueTec ajuda a explicar por que, em plena era da inteligência artificial, o luxo voltou a desejar justamente aquilo que exige tempo humano. Enquanto algoritmos aceleram tendências, marcas aprendem a produzir em velocidade cada vez maior e a estética digital transforma tudo em imagem instantânea, cresce o fascínio por roupas que carregam indícios de demora: a trama feita à mão, a fibra que depende do sol para secar, o acabamento que nunca sai exatamente igual ao anterior.

Clarissa Palácio

Jornalista de lifestyle. Moda, beleza, gastronomia, esportes e tecnologia sob o olhar das tendências que movem a vida cotidiana.

29 de maio de 2026

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